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ENTREVISTA
O ADEUS DO AMIGÃO

Paulo Lopes vai deixar a Capital para inaugurar três FMs em Minas Gerais

NO INÍCIO DE 2005, PAULO LOPES VAI SE DESPEDIR DA CAPITAL

A atuação nos microfones será esporádica. Aos 57 anos, Paulo Lopes, conhecido como o "amigão das mulheres" por conta de sua audiência majoritariamente feminina (87% dos ouvintes), resolveu deixar um salário de mais de R$ 100 mil na Capital AM para atuar no interior de Minas Gerais. No início de 2005, vai inaugurar três FMs no Estado. "Posso até continuar falando, mas não como agora, quatro horas por dia. Vou dirigir as emissoras", diz ele, que há 37 anos se dedica ao rádio.

Casado pela segunda vez e pai de dois filhos mais novos que seus três netos, Lopes acha seu atual momento perfeito para a mudança. Quer criar os pequenos longe da cidade grande. Para isso, resolveu montar as FMs em sua terra natal. Mas a volta é diferente: "Na infância, tinha um par de sapatos e bebia refrigerante só aos domingos".

Com cerca de 180 mil ouvintes por minuto na Grande São Paulo _só perde para padre Marcelo, líder na Globo, com 750 mil, e para Eli Corrêa, também na Capital, com 200 mil_, Lopes comanda diariamente o "Show do Paulo Lopes", das 9h às 13h. O segredo do sucesso, diz ele, que chegou a ter 560 mil ouvintes por minuto (veja abaixo) é a espontaneidade: "Não pode ser teatral. Eu não sou um bom locutor, não pego um texto e leio bem. Sou só um bom comunicador".

Abaixo, trechos da entrevista com Paulo Lopes:

Você diz que só tira uma semana de férias por ano e que ficar tanto tempo no ar é cansativo. É por isso que quer largar os microfones?

Paulo Lopes - Tive a chance de, no segundo casamento, descobrir uma mulher que quer ser natural. A idéia é criar os nosso filhos, de 2 e 4 anos, fora da cidade grande.

Vai deixar de ser comunicador para apenas dirigir suas FMs em Minas? E por que não AMs?

Paulo Lopes - Posso até continuar falando, mas não como hoje, quatro horas por dia. Vou dirigir três FMs, que entram no ar em janeiro. Uma será em Passos, outra, em Alfenas, e a terceira, em Carmo do Rio Claro. Quase não existem concessões de AM, mas vou fazer uma programação AM na FM. É a mudança que quero: uma rádio participativa.

Qual é a essência do seu programa hoje?

Paulo Lopes - Acredito que ele tem uma base de interagir com o público de forma popular sem ser popularesco, até chegar no horário do debate [das 11h às 13h], o ponto forte.

Seu público é basicamente formado por mulheres. Você faz programa pensando nelas?

Paulo Lopes - Meu programa é dedicado a elas, que são 87% da minha audiência. Tudo é em função delas.

Existe a preocupação de atrair o público masculino?

Paulo Lopes - De jeito nenhum. Pelo contrário, preferiria que o meu público fosse 97% só delas. A mulher é mais fiel, participativa, impulsiva. Se peço para ligar para cá, o telefone toca imediatamente. Elas são mais carinhosas. Além disso, são excelentes compradoras e fazem a cabeça dos homens para comprar.

Qual é a idade e a classe social de suas ouvintes?

Paulo Lopes - A maioria é acima dos 35 anos, das classes C, D e E.

Qual seu papel na vida delas?

Paulo Lopes - Elas desabafam, falam comigo sobre suas vidas, carências. Sou o irmão mais velho, o pai e até o psicólogo. A beleza do rádio é que você dá o som, e o ouvinte cria em cima. Posso ser o filho, o amante. Cada uma me vê como imagina.

Essas ouvintes estão acostumadas a ouvi-lo todas as manhãs há quase 40 anos. Como ficarão?

Paulo Lopes -É, elas criaram esse hábito. A voz faz parte da vida delas. Mas, agora, quero falar no ouvido de uma só.

A TRAJETÓRIA DE PAULO LOPES

Garoto pobre em Urucania (MG), vira seminarista _a única opção que encontrou_ aos 12 anos. O pai o achava talentoso. No seminário, dominava as apresentações: era locutor e líder dos grupos de trabalho

Fica no seminários até os 14 anos, na cidade histórica de Mariana (MG), quando descobre sua verdadeira vocação

Seu primeiro trabalho em rádio rola aos 16 anos, na Sociedade AM, em Juiz de Fora (MG). Ele passa num teste e se torna repórter policial

Em 1969, vai para a Rádio Globo, em Belo Horizonte (MG), onde fica em primeiro lugar com o programa "A Cidade contra o Crime". Em seguida, chega ao Rio, onde trabalha por 15 anos, na Tupi. Lá, começa a fazer um programa feminino e se torna o "amigão das mulheres"

Após sair da Tupi, vem a São Paulo trabalhar na Rádio Globo. É quando alcança o seu auge, chegando a ter cerca de 600 mil ouvintes por minuto

A estréia na TV acontece no início da década de 1990, quando apresenta, por mais de um ano, um programa de variedades no SBT. Em 2000, comandou um programa de debate na Band

Em 2001, tem uma tumultuada saída da Globo _segundo ele, por não aceitar interferências no programa_ e fica dois meses fora do ar. É quando fecha contrato com a Capital AM, onde está até hoje e alcança 180 mil ouvintes por minuto




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Magaly Prado é radiomaker e jornalista. Na Faculdade Cásper Líbero, onde fez pós-graduação em Comunicação Jornalística, é professora de Produção e Direção de Rádio, no curso de Rádio e TV, lá desenvolveu pesquisa sobre rádios autônomas na Internet. É mestranda em “Tecnologias da Inteligência e Design Digital”, na PUC/SP. Dá aulas de Jornalismo Especializado e Técnicas de Comunicação Audiovisual, no curso de Jornalismo da Uniban. Publicou "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier.
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