LIVRO SOBRE A GAZETA DOS ANOS 40 A 60, DE IRINEU GUERRINI JR., SERÁ LANÇADO DIA 4/11

O livro A elite no ar: óperas, concertos e sinfonias na Rádio Gazeta de São Paulo (1943-1960) será lançado no dia 4 de novembro, a partir das 18 horas, na Livraria Martins Fontes, Avenida Paulista, 509 (próximo à estação Brigadeiro do metrô). Título: A elite no ar: óperas, concertos e sinfonias na Rádio Gazeta de São Paulo (1943-1960) Editora: Terceira Margem Imagine-se uma emissora de rádio comercial no Brasil que mantinha uma orquestra sinfônica formada por músicos brasileiros e estrangeiros de altíssimo gabarito e notável prática orquestral; que dispunha de um coral formado através de concurso público amplamente divulgado; que transmitia um programa semanal onde eram apresentadas grandes óperas com seu próprio elenco, algumas em primeira audição em São Paulo, e um programa de música sinfônica aos domingos em que se ouviam atrações nacionais e internacionais; uma emissora onde se deu a estréia de Carmina Burana no Brasil; que chegou a contratar cantores líricos na Itália para virem morar em São Paulo; que promovia um concurso de jovens pianistas, patrocinado por uma fábrica de pianos, em que se revelaram alguns dos grandes nomes brasileiros do teclado; que contava também com um jazz, ou big band, que se apresentava várias vezes por semana; e ainda um jazz sinfônico, que era a união da big band com a sinfônica; que contava também com um elenco de cantores e instrumentistas especializados em diversos gêneros de música popular, brasileira e estrangeira; uma emissora cujo primeiro diretor artístico era reverenciado como "o príncipe dos pianistas brasileiros", tendo ganho o primeiro prêmio do Conservatório de Paris e convivido com Ravel; que empregava uma programadora musical de fulgurante carreira internacional como cantora, tendo-se apresentado numerosas vezes com Stravinsky, Prokofiev, de Falla, Villa-Lobos e outros nomes do modernismo musical das primeiras décadas do século XX. Imagine-se também que o acesso ao seu auditório era gratuito, e nele podia-se ouvir música feita ao vivo pelo menos seis dias por semana; que essa emissora era ligada a um jornal que chegou a ser o de maior tiragem em São Paulo, e que lhe dava constante e extensa cobertura; que ainda encontramos um número razoavelmente grande de antigos ouvintes, músicos e freqüentadores de seu auditório com lembranças muito vivas dessa intensa atividade musical e radiofônica; que há registros sonoros dos programas dessa época; que sobreviveram cerca de 5.000 partituras, na sua maioria bem conservadas, originadas na emissora; e que esse estilo de programação durou cerca de dezessete anos: está pronta a justificativa para este livro.
Lançamento no dia 4 de novembro, a partir das 18 horas, na Livraria Martins Fontes, Avenida Paulista, 509.
Escrito por Magaly Prado às 15h22
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