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Diretor da BBC é o convidado para a abertura do Seminário Internacional de Rádio

Direto da Inglaterra para o território brasileiro, Lúcio Mesquita, diretor de programas regionais e locais da BBC West, vai fazer a conferência de abertura do IV Seminário Internacional de Radiojornalismo, em que abordará os fatos mais relevantes de sua carreira na BBC, além de uma breve história desta emissora internacional, que produz programas e serviços em 33 línguas e já tem mais de 75 anos.

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, Mesquita já atuou na rádio Jovem Pan, no jornal O Estado de S. Paulo e na revista IstoÉ. Entrou na BBC em 1991, como repórter do Serviço Brasileiro e depois passou para a redação inglesa do Serviço Mundial, em que trabalhou como produtor e editor. Posteriormente, incorporou o time responsável pelo desenvolvimento e lançamento do World Update, o primeiro programa do Serviço Mundial feito especialmente para o mercado norte-americano.

Em 1998, Mesquita retornou ao Serviço Brasileiro da BBC como diretor, liderando o desenvolvimento de seus planos digitais e da expansão do website. Assumiu depois a posição de diretor do serviço da BBC para as Américas e a Europa.

Para saber mais informações sobre os outros painelistas já confirmados, siga o Seminário de Rádio no Twitter - http://twitter.com/seminario_radio.

Acompanhe as novidades e saiba como participar.
Acesse
www.portalimprensa.com.br/seminarioderadio e inscreva-se!



Escrito por Magaly Prado às 20h04
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MAIS TESTES COM O RÁDIO DIGITAL. AGORA COM O DRM (DIGITAL RADIO MONDIALE)

Devo dizer que enquanto isso se arrasta desde 2007, a comunicação audiofônica se expande entre radialistas na internet com ajuda do radialismo colaborativo praticado cada vez mais por audiocasters espalhados pelos quatro cantos do mundo. As rádios por ip ainda são livres para audição e produção de qualquer um para todos, sem entraves burocráticos. interessados em programas arejados sabem dar uma busca e achar uma rádio com sua cara ou criam rádios personalizadas. E em tempo: a rádio no celular ganha adeptos de forma crescente, inclusive com aparelhos que permitem até ouvir emissoras AM. De qualquer forma, vamos acompanhar as notícias sobre o rádio digital e os testes dos possíveis padrões. Abaixo dessa notícia, resposta da equipe do Mackenzie sobre a necessidade de avaliar mais padrões.

 

Decisão pelo padrão europeu de rádio digital deve sair até o final do ano, prevê Costa.

22 de setembro de 2009. Por Lúcia Berbert  
O Ministério das Comunicações deve decidir, até o fim de ano, pela adoção do padrão europeu de rádio digital, acabando com uma indefinição que já dura mais de três anos. Em entrevista à Rádio Senado hoje, o ministro Hélio Costa disse que o sistema DRM (Digital Radio Mondiale) é o único que contempla as transmissões digitais em Ondas Médias, essenciais para atingir a região amazônica.

Costa atribuiu à Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) a culpa pela demora da definição. Segundo ele, a entidade ficou responsável pelos testes em emissoras de 10 capitais com o padrão norte-americano, o Iboc (In Band on Channel), por dois anos, e quando apresentou o relatório favorável, teve o trabalho reprovado pela Universidade Mackenzie, que reúne os maiores especialistas de rádio digital no Brasil.

O ministro informou que já está providenciando a entrada no país dos equipamentos europeus para iniciar os testes, que serão acompanhados pela Anatel. Costa disse que, além de não transmitir em OM, o padrão norte-americano também ainda não superou os problemas das “sobras” nas transmissões em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, não foi solucionada a questão referente ao pagamento de royalties à empresa proprietária do sistema.

Hélio Costa prevê que, após a definição do padrão, a substituição do sistema analógico por digital deve demorar 20 anos, tempo semelhante ao que levou para a consolidação da transmissão FM no Brasil. Ele também defende o envolvimento da indústria eletrônica do país no processo, visando a produção de receptores digitais. Ele citou que, nos EUA, onde o padrão Iboc está em implantação, os receptores custam em torno de US$ 100. “Mas esse preço já foi de US$ 250 e só baixou porque mais pessoas estão adquirindo o equipamento”, disse. Ele prevê queda ainda maior quando houver escala.

O ministro enumerou as vantagens do sistema digital para transmissão de rádio: som absolutamente puro, multiplicação de canais onde há dificuldade de espectro e convergência com outras mídias. Ele acredita que o sistema digital dará nova vida ao rádio, que opera praticamente com os mesmos recursos de 80 anos atrás, quando foi criado.

...

Instituto Mackenzie concluiu os testes sobre o desempenho do padrão americano de rádio digital Iboc (In Band on Channel, ou HD Radio) feitos sob a direção do professor Gunnar Bedicks, mas não recomenda sua adoção pelo Brasil sem que se façam testes comparativos com outros padrões. Essa é a razão por que o Mackenzie se recusa a assinar o relatório final dos testes, nos termos solicitados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Defensora ardorosa do padrão americano, a Abert insiste na adoção dessa tecnologia digital pelo Brasil, independentemente de qualquer comparação com outros padrões. Para tanto, vai elaborar relatório final sobre os testes feitos pelo Mackenzie e levar o documento ao Ministério das Comunicações.

O Instituto Mackenzie não considera correto nem possível recomendar um padrão sem conhecer o desempenho dos demais com a mesma profundidade. Os testes de campo do padrão Iboc foram contratados em novembro de 2007 pela Abert, e foram acompanhados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Ministério das Comunicações. "Ao fazer esses testes, nossa missão foi avaliar o desempenho do padrão Iboc, isoladamente, acompanhando os testes que vinham sendo feitos em várias emissoras em São Paulo, Ribeirão Preto, Cordeirópolis e Belo Horizonte", diz Bedicks. "Medimos o alcance do sinal digital em comparação com o sinal analógico, as eventuais interferências, a qualidade da transmissão e da recepção móvel e fixa, tanto em amplitude modulada (AM) como em freqüência modulada (FM). Não podemos, entretanto, recomendar a adoção desse padrão sem compará-lo com outros padrões europeus, como o DRM (Digital Radio Mondiale) e DAB (Digital Audio Broadcasting)."

Bedicks reitera que o Mackenzie aprova o objetivo geral de digitalização das emissoras de rádio. "Mas não pode recomendar o padrão Iboc sem comparar seu desempenho com o de outros padrões. E não queremos fazer nada de forma apressada, senão corremos o risco de adotar um padrão que será como a lei que não pega. Além disso, é bom reconhecer que a digitalização do rádio em todo o mundo está numa fase incipiente, muito menos avançada do que a TV." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.  (do site do Mackenzie)



Escrito por Magaly Prado às 11h25
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Lorena Calábria estreia programa na Mitsubishi FM

Lorena Calabria em foto de Cíntia Sanchez

 

Apresentadora comanda "Johnnie Walker com Gigantes" a partir do dia 29

 

 A apresentadora Lorena Calábria estreia no rádio na próxima terça-feira às 21h, na Mitsubishi FM (92,5 MHz). Ela vai comandar o programa semanal  conversando com personalidades sobre trajetórias de sucesso de forma descontraída. O programa será veiculado pela emissora as terças, às 21h, e terá uma hora de duração. Uma vez por mês, a atração ganha versão ao vivo, aberta ao público, transmitida a partir do Buddha Bar.

Na edição ao vivo do programa, o público também participa de uma degustação de Johnnie Walker Black Label, comandada pelo escocês Colin Pritchard, embaixador da marca no Brasil, logo após a entrevista com o convidado. A entrada custa R$ 40,00 e as reservas podem ser feitas pelo telefone  11 3044 6181 .

 "Entrei na faculdade pensando em fazer rádio, mas nunca havia experimentado o meio. Estou muito ansiosa para realizar esse sonho antigo. Gosto do conceito do programa, da idéia de entrevistar pessoas de várias áreas com trajetórias interessantes", afirma Lorena Calábria, que se dedica à TV há 24 anos.

A primeira edição ao vivo do programa será na quarta-feira (07.10). "Estou costurando uma atração internacional do mundo dos esportes para ser o entrevistado dessa noite. O clima vai ser de entrevista com auditório. Estou com frio na barriga e por isso tenho pedido dicas aos profissionais de rádio." (por assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes de Rádio)



Escrito por Magaly Prado às 19h28
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89FM e o DIA DO RÁDIO

A 89 FM preparou muitas surpresas para comemorar o Dia do Rádio na próxima sexta-feira, 25 de Setembro.

 

Durante toda a programação haverá a participação de artistas, muito humor com Os Dedés, além de diversos prêmios. A interatividade com o ouvinte será total – ele pode enviar suas perguntas através do Twitter e ainda assistir a todas as atrações em tempo real, através da Web TV 89.  

 

Confira os artistas que vão passar pela emissora no Dia 89:

10h00 - As Valkyrias

10h30 - Lipstick

11h30 - Hevo84

12h00 - Strike

12h30 - Replace

13h00 - Fake Number

13h30 - Granada

14h30 - Fresno

15h00 - Cine

15h30 - Etna

16h00 - Stevens

16h30 - Hori

17h00 - Restart

 

Acesse:

www.twitter.com/primeirona89fm

www.89fm.com.br

 

25 de Setembro: Dia 89.

(por Beatriz Dotane de Moraes)



Escrito por Magaly Prado às 19h24
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LIA CALABRE E NAIR PRATA COMENTAM SOBRE AS RÁDIOS NA INTERNET

Entrevista: Lia Calabre

A convergência de mídias mexerá com todas as definições

Do Estadão- Link - por Filipe Serrano

Para a historiadora Lia Calabre, autora de A Era do Rádio (Ed. Zahar), a internet está trazendo de volta características que o rádio tinha até os anos 40 e, ao mesmo tempo, ampliando a variedade de programação.

 Historicamente, o que representa a adoção de ferramentas digitais para o rádio como meio de comunicação?

É uma alteração considerável porque amplia uma das seduções do rádio, que é a proximidade com o ouvinte. A internet é comparada às ondas curtas dos anos 40, quando a transmissão podia ser captada em qualquer lugar do mundo dependendo da direção da antena. Só que na época, ele era o meio, único e principal. A internet retoma esse alcance, mas com uma pluralidade de meios. O que eu percebo é que, ao entrar na internet, o rádio vai estar mais segmentado, diferente daquele rádio mais geral que a gente tinha até então. É um grande aprendizado para todos.

 A definição de rádio deverá ser repensada?

A convergência das mídias vai mexer com todas as definições. Quando você tem um aparelho com múltiplas funções, acessa todo tipo de conteúdo, mas eles continuam sendo conteúdos diferenciados. Mesmo o rádio transmitido por ondas atual é absolutamente distinto do rádio dos anos 40 em termos de linguagem. Vivemos hoje, com a internet, um processo parecido ao que houve com o rádio após o surgimento da TV. É possível que mais adiante aconteça uma redefinição de tudo. Mas acho que ainda estamos distantes porque são formas de comunicação específicas, mas que precisam se adequar aos novos tempos.

 De que forma o ouvinte muda?

Essas mudanças também são segmentadas. O público mais jovem opta pela convergência de mídias. Ele tem um celular que filma, tem rádio e baixa MP3. Mas a minha geração, com 50 anos hoje, usa o iPod quando vai correr, quando vai fazer outra coisa que não possa usar o aparelho convencional. Então você pode determinar alguns perfis. Esse processo segmentado ainda vai levar uns 20 anos e sem dúvida o perfil dos ouvintes vai continuar variando. As pessoas ficarão cada vez mais exigentes. Algumas pessoas apostam que o rádio tradicional não vai desaparecer exatamente por conta das outras atividades que fazemos ao mesmo tempo em que ouvimos rádio, como no trânsito, na corrida matinal, na caminhada na praia.

Na internet poderemos reviver as rádios de abrangência nacional?

Acredito que sim. A tendência da internet é ser mais universalizada, menos local. Quando você estabelece um site, parte para um diálogo mais amplo. A tendência de suporte tende a direcionar a comunicação para a diversificação que é própria da ferramenta. As pessoas procuram notícias locais, mas para a emissora é complicado, numa ferramenta desse porte, produzir apenas localmente. Ela vai produzir talvez um jornalismo local, mas vai olhar outros nichos.

Entrevista: Nair Prata

"Ouvinte de radio online quer interferir na programação"

por Filipe Serrano

Nair Prata, autora do livro Webradio: Novos Gêneros, Novas Formas de Interação (Ed. Insular), trabalhou por 18 anos em emissoras de rádio e dedicou seu doutorado, que resultou no livro, a rádios que transmitem online, tanto emissoras convencionais quanto as que têm programação apenas via web.

 O que diferencia os ouvintes de rádio tradicional de webrádio?

Existe um novo rádio hoje que transmite até imagem, um rádio focado na internet. Mas o ouvinte ainda é muito recente para traçar um perfil. A primera webrádio, a Totem, de São Paulo, é de 1998. O que dá para perceber é que esse novo ouvinte quer mudar a programação, conversar com o locutor, interferir na programação. Esse ouvinte é aquele sujeito que já nasceu no mundo digital.

Mas o ouvinte do rádio tradicional também é assim, não?

Sim. Os dois são ainda ligados e por isso há um processo de radiomorfose (sic). Há vários modelos convivendo, do rádio tradicional, do rádio que também tem página na internet e do que nasceu unicamente na internet.

Quem faz as webrádios? Por que quiseram ter um canal de áudio na internet?

Há todo tipo de rádio, ligadas a igrejas, universidades. Em geral, tem sido uma saída importante para quem não consegue a concessão de frequências. Além de ser fácil, tem alcance mundial. E há webrádios ligadas a grupos também. Por exemplo, a mais acessada do País é a Estação Pop, ligada ao portal Pop, do sul do Brasil. A característica importante é que elas são segmentadas. Aquela figura da rádio que fala para todas as pessoas está acabando porque o rádio fala cada vez mais para públicos específicos.



Escrito por Magaly Prado às 11h08
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AM na INTERNET - DIREITOS AUTORAIS e MÚSICAS DE GRAÇA NA REDE

 

 

Emissoras tradicionais se voltam para a internet

Sites facilitam a participação do ouvinte, que cada vez mais ouve rádio em outros aparelhos; estações AM se livram do áudio ruim ao trasmitir via web

Do Estadão - Link - por Filipe Serrano e Tatiana de Mello Dias

Legítimas representantes da velha mídia, as rádios tradicionais estão rebolando para chegar ao novo público – aquele que já não fica sentado esperando a informação chegar. Não tem jeito: a internet é um caminho sem volta. E, para chegar às pessoas hoje, é preciso mergulhar na rede.

A Rádio Cultura AM, de São Paulo, passou por uma grande mudança na semana passada. Seu site simples de uma só página deu lugar a um novo, cheio de conteúdo e com a transmissão ao vivo dos estúdios. “Nossa ideia é conquistar novos públicos. Transmitindo só em AM, ficamos longe dos jovens. Eles vão direto à FM, às vezes nem isso”, disse ao Link Gioconda Bordon, diretora de rádio da Cultura.

O investimento no campo digital passou pelo rebatismo da rádio – que agora se chama Cultura Brasil – e pela mudança na programação, profundamente influenciada pela interatividade do Radar Cultura, programa em que o público escolhe a programação.

O programa era circunscrito a três horas diárias na programação da rádio, mas caiu no gosto do público: com 14 mil cadastrados e 2.500 acessos diários, os ouvintes (ou internautas) opinam, votam e até enviam programas para tocar no rádio. E grande parte deles ouve a rádio pela internet, bem longe de aparelhos que captam ondas AM.

A rádio pretende, no futuro, desenvolver aplicativos para celular. A última moda das emissoras, aliás, é criar aplicativos do iPhone para que elas possam ser sintonizadas no celular da Apple que, curiosamente, não tem antena de rádio. A transmissão é feita pela internet, usando a rede de dados da operadora ou uma conexão Wi-Fi.

A verdade é que o rádio está sendo o melhor exemplo de integração completa da velha mídia, analógica, com a nova, digital. E as emissoras estão muito contentes com isso, esperando encontrar um novo público, mais amplo, e desenvolver novas ferramentas integradas com a web e o celular.

Por estes motivos, nesta semana o Grupo de Profissionais de Rádio (GPR) promove um seminário em São Paulo para discutir o rádio na internet (mais informações pelo site http://www.gpradio.com.br/). “A internet ampliou a cobertura do rádio e conquistou uma audiência que nunca teve. As pessoas, mesmo no trabalho, continuam ouvindo a programação durante o dia, o que antes era impossível. Comercialmente muda muito. O desafio agora é saber como medir essa audiência nova”, disse Mariangela Ribeiro, uma das diretoras do GPR e organizadora do seminário. Não há números consolidados, mas um estudo do Comitê Gestor da Internet aponta que 42% dos internautas ouvem rádio na web.

O mesmo dado é verificado em outra pesquisa, patrocinada pela Deloitte, chamada O Futuro da Mídia. De acordo com ela, os brasileiros gastam, em média, 2,3 horas por semana ouvindo rádio na web. Sobre o método favorito de ouvir música, 14% disseram preferir ouvir emissoras AM/FM; 12%, em rádios na internet; e 10% usam o telefone celular.

De acordo com o Ibope/Netratings cerca de 2,5 milhões de pessoas visitaram sites de rádios em agosto, 6,6% dos internautas ativos no mês, no trabalho e ou em casa.

Segundo Miriam Chaves, diretora executiva da Rádio Eldorado, 40% dos ouvintes da emissora também costuma ouvir a programação pela internet. “Mesmo quem ouve música no iPod quer descobrir novas músicas ou saber quais são as notícias do momento. E eles buscam isso no rádio. Está se criando uma nova cultura de audiência, daquelas pessoas que começam a ouvir fora dos horários convencionais, no trabalho ou até de madrugada. Isso obriga a repensar a programação”, afirma.

A transformação do rádio com as tecnologias digitais passa também pelas ferramentas que promovem a participação dos ouvintes.

O que antes era feito por meio de cartas e telefonemas, agora ocorre via celular ou computador: emissoras permitem que as pessoas enviem mensagens de texto, e-mail e até tweets com comentários, perguntas, sugestões – e com muito mais agilidade. A participação do público serve de apoio para o próprio programa.

Além disso, os sites das rádios começam a explorar os recursos digitais. Muitas emissoras já transmitem ao vivo a gravação em vídeo dos estúdios, colocam playlists de músicas dividas por gênero e algumas até permitem que o usuário vote na programação das músicas.

A internet também abriu uma nova oportunidade para rádios AM, antes sujeitas a um áudio de baixa qualidade. “A web é uma forma de ampliar e popularizar nosso canal. Mas acredito que outros formatos continuarão. O ouvinte tem a necessidade de ser um pouco conduzido”, diz Alceu Maynard, produtor do Radar Cultura.

Depois de investir na web, Eldorado vai para o celular 

Uma da principais ferramentas do Território Eldorado, o site da Rádio Eldorado, é o Mural dos jogos de futebol que vai ao ar sempre que começa uma transmissão na rádio, no endereço www.territorioeldorado/futebolaovivo. Ao mesmo tempo em que se ouve a narração do jogo, é possível acompanhar no Mural todo o conteúdo do site ligado ao futebol, como o chat com os internautas, comentários para os narradores e ver o resumo do jogo, lance a lance, feito pelo por tal Estadao.com.br.

Desde que inaugurou a nova plataforma online, o site da Rádio Eldorado aumentou as visitas em 300%, de acordo com a diretora executiva Miriam Chaves. Para ouvintes que procuram música, há playlists de artistas e gêneros específicos. No site ou por meio de um aplicativo instalado no computador (conhecido como ‘widget’) é possível acompanhar a programação ao vivo da rádio, tanto AM quanto FM.

 Os shows de programas como Sala do Professor Buchanas e Grandes Encontros também têm transmissão ao vivo, em vídeo, pela internet.

Em alguns modelos de celulares da Nokia, que vem com o programa para ouvir rádio pela internet, também é possível sintonizar a Eldorado. Mas o telefone móvel ainda ganhará mais novidades neste semestre. Serão lançados um aplicativo para o iPhone e um canal de comunicação pelo celular, para que os ouvintes enviem mensagens de texto ou deixem recados de voz discando pará um número da rádio. “Como a AM é difícil de ouvir, com a internet valorizamos o jornalismo e a produção de futebol feita pela Eldorado. A web é a salvação da AM”, disse Miriam Chaves.

No Brasil, pagar ao Ecad é obrigatório

por Tatiana de Mello Dias

No Brasil, não há regulamentação específica para autorizar o funcionamento de uma rádio web. Mas quem toca música precisa pagar para o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

“Para que haja a utilização de músicas em sites na internet deve haver o pagamento dos direitos autorais, pois neste caso ocorre a execução pública de músicas”, explica Márcio Fernandes, gerente executivo de arrecadação do Ecad. Na web, vale o que diz a Lei de Direitos Autorais (9.610/98).

Qualquer rádio precisa pagar, mesmo se tiver fins educativos ou comunitários. Os valores, porém, variam de acordo com a finalidade e a proposta da rádio. Quem quiser transmitir uma música precisa procurar o Ecad, que envia um contrato e faz a cobrança através de boleto bancário. O órgão desenvolveu um software que automatiza a cobrança.

A regra vale para podcasts. Os valores para cobrança foram definidos pelo órgão junto da Associação Brasileira de Podcasting (ABPod). “A Lei de Direitos Autorais é uma das mais modernas e completas leis do mundo e previu a proteção autoral para utilização de obras musicais em qualquer modalidade”, diz Fernandes.

As rádios web reclamam. “Eu acho que a cobrança é abusiva, porque acho que o artista tem que ganhar dinheiro fazendo show. A rádio serve como divulgação”, diz Fernando Telles, da Rádio Rox. Ele foi procurado pelo órgão e precisou firmar um contrato para pagamento dos direitos – a verba, segundo ele, compromete boa parte do orçamento das rádios.

O pessoal da Dada Radio optou por tocar músicas licenciadas em copyleft. “No começo a gente usava mais musica proprietária, mas com o tempo passamos a buscar conteúdo livre”, diz Amadeu Cardoso. Hoje, 90% do que eles tocam é copyleft. Além disso, a rádio divulga artistas iniciantes, que autorizam a execução. “Muitas vezes, as pessoas ficam até agradecidas”, diz Amadeu.

Além disso, a Dada é hospedada fora do Brasil. “O Ecad só faz a arrecadação e distribuição de músicas executadas publicamente em solo brasileiro”, explica Fernandes. Ele orienta, porém, o dono da rádio a checar a legislação vigente no País antes de transmitir qualquer música por aí.



Escrito por Magaly Prado às 11h04
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O RÁDIO SEMPRE SE INVENTANDO

O novo rádio

Do Link - Estadão - O principal meio de comunicação do século 20 abraça as novas tecnologias para não ficar no passado

domingo, 20 de setembro de 2009
por Filipe Serrado e Tatiana de Mello Dias

No livro O Presidente Negro, de 1926, Monteiro Lobato se deixava levar pela grande novidade da época, o rádio, e dizia que as “ondas de radiação” seriam usadas para enviar mensagens, para trabalhar de casa e até mesmo para computar os votos de uma eleição. A primeira transmissão de rádio no Brasil havia sido feita quatro anos antes, no dia 7 de setembro de 1922.

Nos 87 anos seguintes, o título de tecnologia promissora foi para outros meios, como a TV e a internet. Mas há algo de diferente acontecendo com o rádio. Sem muito alarde, ele se tornou a primeira mídia multiplataforma de fato, justamente por causa das novas tecnologias.

O rádio está em qualquer lugar. Hoje ouvimos não apenas em casa ou no carro , mas no celular, na televisão e, principalmente, pela internet, em qualquer aparelho em que a conexão esteja disponível. Podemos sintonizar qualquer emissora do mundo. E dá até para fazer o download dos programas de rádio favoritos para ouvir no tocador de MP3, sem depender da transmissão ao vivo.

Isso tudo sem falar que qualquer um pode criar sua estação na internet para quem quiser escutar e que a rede oferece um território muito mais amplo de transmissão do que o espectro de radiofrequência regulado pela Anatel. “A rádio tradicional é pontual: transmitiu, acabou. Na internet, o conteúdo perpetua-se”, diz Ricardo Tacioli, da Cultura Brasil, versão online da antiga Cultura AM, uma das muitas rádios tradicionais que estão aprendendo a se reinventar com a internet.

Uma saída inteligente, se compararmos com setores como a indústria fonográfica, que preferiu brigar contra a internet a aprender a sobreviver no século 21

Qualquer um pode ter uma rádio sem limite de alcance

Sem regulamentação, rede é território quase livre e dá voz a emissoras que não precisam de licença para existir

domingo, 20 de setembro de 2009

por Filipe Serrano e Tatiana de Mello Dias

A difusão começou em 2005, quando os criadores do sistema de som Barulho.org resolveram levar as festas que faziam nas ruas de São Paulo para o mundo. Foi criada a Dada Radio, que no começo era só um streaming do som tocado na rua. Mas a brincadeira cresceu. “Sentimos a necessidade de criar um site permanente, com programas e podcasts”, conta Amadeu “Zoe” Cardoso, professor e pesquisador na área de redes. Com o tempo, a Dada Radio encontrou o filão da música livre e experimental e montou um selo com coletâneas e lançamentos de novos artistas, o Dada Label.

 As radiofrequências são um recurso limitado, administrado pela Anatel e cedido a quem obtiver licença para operar. Mas, no território sem ondas da internet, não há limitações para a transmissão. Não é preciso licença para operar – qualquer um pode ter seu próprio canal.

A rádio carioca MaréManguinhos encontrou na web a maneira de se fazer ouvir. Em 1998, agentes da Polícia Federal apreenderam os equipamentos da então Manguinhos FM, que transmitia para os entornos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A rádio comunitária ficou calada por sete anos. Em 2005, rebatizada de MaréManguinhos, ela voltou – mas, dessa vez, só na web. A própria comunidade da Maré, que deveria ter acesso à programação da rádio, não consegue ouví-la. “Poucos têm acesso à internet”, lamenta Jorge Henrigue Vieira, coordenador da rádio. Mas abrigada no território sem ondas da rede, a MaréManguinhos vai longe. A rádio já retransmitiu conteúdo para rádi os comunitárias de todo o Brasil e hoje sua programação educativa é retransmitida para uma FM de Santa Catarina.

 Em São Paulo, a criação de uma rádio web foi a maneira encontrada para levar ao mundo a coleção de 78 mil discos (entre discos de acetato, vinis e CDs) da Discoteca Oneyda Alvarenga, criada por Mário de Andrade e hospedada no Centro Cultural São Paulo. A rádio é baseada em programas temáticos com o acervo e, também, na própria agenda do CCSP, com entrevistas e programas especiais com os artistas que fazem show na casa. “Na web, é preciso cuidar da parte visual. É o primeiro atrativo. É como o John, do Pato Fu, dizia: o site é a nova capa do disco”, explica Márcio Yonamine, responsável pela rádio.

Não há um levantamento preciso de quantas rádios web existam no País . Segundo o portal TudoRadio.com, o número de webrádios profissionais é “baixíssimo” – por isso, o site só cadastra rádios convencionais que também transmitem na rede. “Muitas rádios nascem da brincadeira de um garoto”, diz Fernando Telles, diretor da Rádio Rox, que tem um perfil comercial e patrocinadores.

Essa profissionalização não é fácil. No Brasil, não há nenhuma organização das rádios como ocorre nos EUA. Pelo contrário: há competição. “O pessoal não gosta de compartilhar tecnologia”, diz Telles. O radialista Ricardo Filho sentiu a dificuldade na hora de montar a RDWebStation, rádio de música pop do Vale do Paraíba. “Não importa de onde você esteja, outra rádio é concorrente”, diz ele, cujo bisavô fundou a Rádio Difusora de Taubaté em 1941.

Há ainda outra questão: por conta das limitações na nossa banda larga, a transmissão em streaming no Brasil é cara. “A maioria das webrádios fica fora do País”, diz Ricardo Filho. “Hoje eu pago R$ 1,50 por ouvinte, e pagaria o triplo se fosse no Brasil”, diz ele, que hospedou a rádio no Oriente Médio.

 ONDE OUVIR

 Radio-locator.com - Tem 10 mil rádios. Dá para procurar a por gênero ou por localidade

Internet-radio.org.uk -O agregador britânico tem centenas de estações de rádios divididas por gênero

Radios.com.br - Esqueça o visual: é o maior portal de rádios online do País

TudoRadio.com.br - Site brasileiro tem links para rádios convencionais que transmitem na rede



Escrito por Magaly Prado às 10h51
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PAUSE RADIO. OUÇA PASSARINHOS QUANDO ESTIVER ESTRESSADO

Pássaros cantam na web

Acho que todos já viram ou pelo menos conhecem aqueles CDs anti-estresse, com sons da natureza, certo? Você coloca no CD player e os pássaros começam a cantar na sua caixa de som. Agora, eles cantam também numa web rádio.

Foi lançada no início de setembro a
Pause Radio. O conceito e a intenção são as mesmas dos CDs, com a diferença de estarem na web, com acesso gratuito. Se estressou com o chefe? A moça do telemarketing ficou te enchendo por causa de um cartão de crédito? Entrou no cheque especial? Faça uma pausa e ouça os sons da natureza! (por Marcos Lauro, da RadioBase)
Pause radio é a primeira emissora profissional do Brasil dedicada a transmissão dos sons da natureza. Foi criada em 15 de agosto com lançamento oficial em 01 de setembro de 2009. (do site da Pause Radio)


Escrito por Magaly Prado às 11h52
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© 2004. Todos os direitos reservados. Expressamente proibido a publicação e/ou utilização deste conteúdo sem autorização.
Meu humor:

  Escutando todas!

Magaly Prado é jornalista, radiomaker, professora universitária e escritora. Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e bolsista da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior. É Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP, pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero, onde cursou Jornalismo e na qual ministra aulas de Produção de Rádio e Radiojornalismo II e pesquisa Publicidade no Rádio, no CIP –Centro Interdisciplinar de Pesquisa. Ministra também aulas de Linguagem Aplicada ao Audiovisual, Jornalismo On-line e Livro-Reportagem na FMU –Faculdades Metropolitanas Unidas– e Introdução ao Jornalismo na ESPM –Escola Superior de Propaganda e Marketing. É professora convidada do MBA de Rádio e TV da Universidade de Tuiuti do Paraná (UTP), no qual ministra Roteiro Avançado de Rádio. Publicou os livros "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier, em 2006, e “Webjornalismo” pela LTC/ GEN, em 2010, quando criou uma página com informações aumentadas em .
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