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Jornalista e radialista Walter Silva morre aos 75 anos em São Paulo

É sempre assim: quando se é demitido, passa um pouco de tempo, ou fica doente, ou morre. Infelizmente, Walter Silva, conhecido como Pica-pau, saiu recentemente da rádio Cultura AM, agora com o nome de Rádio Cultura Brasil. Enquanto estava lá, trabalhando, ok. Bastou parar. Fico triste com isso. Não acho que não se deva demitir profissionais (de qualquer carreira) só porque já estão mais velhos, não é isso. Certos profissionais não merecem a demissão depois de tantos anos de dedicação com trabalho importante. Claro que, se o funcionário não produz é outra história.

 

Walter Silva, além da Rádio Cultura AM, trabalhou nas rádios Excelsior, Tupi, Nacional, Piratininga, Bandeirantes, Mayrink Veiga, Mundial e Nove de Julho. Seu site.

 

 

Fui entrevistá-lo na sua casa à época em que eu escrevia meu livro "Produção de Rádio - Um Manual Prático".

 

 

DEPOIMENTO DE WALTER SILVA, O PICA-PAU


“O rádio no Brasil foi introduzido por Edgar Roquette Pinto na feira de cultura de 1922, no Rio. A primeira finalidade dele era cultural. Em 1932, dez anos depois da fundação, a Rádio Record de São Paulo tomou partido na Revolução Constitucionalista e graças às vozes de César Ladeira, Ibrahim Nobre, Emílio Carlos, quase derruba o poder do ditador Getúlio Vargas, por pouco não o derrubou. Ele então, assustado, baixou um decreto proibindo que as emissoras de São Paulo e as que não fossem a Nacional, do Rio, utilizassem mais que 10 quilowatts na antena e nos seus transmissores, e ao mesmo tempo, contemplou a Rádio Nacional, do Rio, com 25 quilowatts em cada transmissor que tinha em ondas curtas, 19, 25, 31 e 49 metros, além das ondas médias. Com isso, cobria todo o território nacional, principalmente o nordeste. Na capital, a Record continuava bem porque sua freqüência (1.000 kHw) cobria a da Rádio Nacional, que era na época 980. A Record tinha supremacia sobre a Nacional, mas só na capital, pois no interior, a Nacional estava estourando. Isso colonizou culturalmente todo o Brasil fazendo com que, por exemplo, clubes de futebol do Rio tivessem seus nomes repetidos no norte, nordeste como: Fluminense, de Feira de Santana (BA), Botafogo, da Paraíba (PB), Flamengo, do Piauí (PI).

Os artistas e os profissionais de rádio eram conhecidos pela Nacional, do Rio, e quem quisesse fazer sucesso tinha que ir para o Rio. Toquei o projeto no MIS [Museu da Imagem e do Som] Memória do Rádio Paulista e nele entrevistei todos os principais nomes de São Paulo, que ajudaram a fazer do rádio de São Paulo, o melhor do Brasil, infinitamente superior ao do Rio, em todas as atividades. Só que não tinha a penetração de suas atividades como a Nacional, do Rio, tinha. O rádio em São Paulo era tão eclético, que tinha uma emissora só para música clássica e lírica, a PRA 6, a Gazeta; uma só de novelas, a Rádio São Paulo, uma só de esportes, a Rádio Pan-americana, hoje Jovem Pan; uma para artistas internacionais ao vivo, a Rádio Cultura; duas de broadcasting, a Tupi e a Record, enquanto a Rádio Nacional, do Rio, que tinha ótimos programas com orquestras ao vivo, mas produzia mais programas de auditório de qualidade duvidosa, feitos para macaca de auditório. Mal gosto de programação, popularesca, atendendo às necessidades do ditador [Getúlio Vargas]. Ainda hoje, o rádio sofre essa influência da ditadura Vargas, nas comunidades do Brasil, sempre atendendo ao interesse do poder central, do governo. Só isso.

Hoje as emissoras são concessões públicas. São dadas de acordo com interesse político. A maioria dos parlamentares possui emissoras de rádio. A Rádio Globo, por exemplo, é uma concessão, e se não se portar direito, o governo tira a concessão dela. Na Globo, existe um setor chamado Administração Política, é um conselho do qual fazem parte ex-presidentes da República. A Globo continua, embora deva bilhões ao BNDES, dívida sempre perdoada pelo governo.”

O que considera uma boa programação?

A da Rádio Cultura AM com música brasileira. Existe uma lei que determina a execução de 50% de música brasileira e outra lei que obriga a anunciação dos nomes dos compositores e ninguém cumpre, e para piorar, a programação musical da maioria das emissoras é feita pelas gravadoras, por isso que existem porcarias sendo sucesso. Interessa para as gravadoras o comércio, o que vende, ou seja, no lugar de produção cultural, produz comércio.”

Depoimento do jornalista e radialista Walter Silva.

 

 ***

 

 

Abaixo a reportagem da Folha Online.

 

 Da Folha Online - O jornalista e radialista Walter Silva, 75, morreu nesta sexta-feira no Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas), às 12h05.

 

Foto Patrícia Santos/Folha Imagem

De acordo com o hospital, ele foi vítima de um "choque séptico, em função de abcesso pulmonar". O jornalista era cardiopata, portador de insuficiência cardíaca e renal.

Ele será velado na Câmara Municipal de São Paulo, no centro, a partir das 23h de hoje. Já o enterro será amanhã no cemitério Santo Amaro, na zona sul da cidade. O horário ainda não foi definido.

Carreira

Walter Silva iniciou sua carreira como radialista em 1952, na Rádio Piratininga. Grande fã de MPB, teve papel importante na produção musical de nomes como Gilberto Gil, Elis Regina e Secos e Molhados.

Em 1957, acabou como diretor de divulgação da RGE, em São Paulo, responsável pelo setor de divulgação fonográfica. Também naquele ano, filiou-se ao Sindicato como jornalista profissional.

Em 1960, conquistou o prêmio de melhor repórter esportivo da televisão pela TV Tupi. Foi ele o primeiro a narrar um jogo de futebol americano na América Latina.

Como produtor musical, trabalhou com Chico Buarque na produção de "Pedro Pedreiro", primeiro disco do cantor. Também foi dele a produção do disco "Dois na Bossa" com Elis Regina, Jair e Jongo Trio, o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias.

Em 1970, Walter Silva assumiu a direção artística da gravadora Continental. Já em 1975, foi dirigiu o programa "Fantástico", da Globo, e atuou como narrador de futebol.

Seu último programa de rádio foi o "Acervo Walter Silva", na Rádio Cultura, de São Paulo, no ar até dezembro de 2008.


Assista matéria do Metrópolis



Escrito por Magaly Prado às 15h01
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Rádio do interior com jeito de rádio grande

"Se não fosse a distância eu diria estar ouvindo uma emissora em São Paulo. Ourinhos, a 365 Km da capital tem emissoras e comunicadores de peso. Destaque pro programa "Edu Bala". Versátil, o comunicador se divide em dois horários em frequencias diferentes. Das 8h as 12h na Itaipu FM comanda o show nacional. Muita música, ouvintes no ar e um show de premios. Das 13h as 16h pela Clube AM, embora seja o mesmo, um estilo todo diferente. Carismático, conduz um programa voltado a utilidade pública. Todos os dias um convidado das áreas de medicina e direito, também com a participação do ouvinte ao vivo. Quem está na região do vale do Paranapanema vale conferir de manhã sintonizando 92,5 e a tarde 820 KHz. Pra quem esta em qualquer outra região do Brasil ou do mundo é só se conectar pelos sites www.radioitaipufm.com.br e www.radioclube820.com.br. Aliás, as primeiras rádios do interior a transmitir pela internet."(por EDUARDO ANTOGNETTI)



Escrito por Magaly Prado às 14h40
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Na única rádio comunitária de SP, locutor é "pago" com espetinho de churrasco

 

Sem Jabá, mas com quebra-queixo

Do Uol Notícias - A rádio comunitária de Paraisópolis está em uma lista de 40 candidatas à regulamentação no município de São Paulo. Por enquanto, por lá só há a radiopatrulha dos 400 policiais que ocupam militarmente a região desde os distúrbios de 2 de fevereiro.

"As autoridades associam as rádios comunitárias ao crime. Mas, na verdade, elas são uma forma de mostrar para as regiões próximas que tem uma comunidade com cultura e opinião no meio dos barracos." Quem afirma é Reginaldo Gonçalves, locutor da rádio Heliópolis, único exemplar desse tipo de estação em todo o município de São Paulo.

A emissora na maior favela da cidade (Heliópolis e seus 120 mil moradores) é exemplo para a segunda colocada nesse ranking (Paraisópolis e seus 80 mil habitantes). Os dois nomes sonoros (os significados são, respectivamente, "cidade do sol" e "cidade do paraíso") escondem os maiores bolsões de pobreza da cidade mais rica do Brasil.

"Não é só porque conseguimos nosso registro que vamos parar a luta. Continuamos cobrando dos políticos de qualquer partido para que sejam cada vez mais estações", afirma Claudia Neves, locutora que estava no comando do microfone quando a rádio Heliópolis foi fechada numa manhã de junho de 2006 - os anos eleitorais são especialmente ruins para as rádios não-legalizadas, afinal, se deseja controlar o uso político que elas podem ter.

A rádio existe desde 1992, quando dois alto-falantes propagavam a programação. O povo a apelidou de "rádio corneta". Com dinheiro arrecadado por religiosos alemães, um transmissor foi comprado em 1997 e a estação da favela era ouvida em todos os aparelhos.

Depois de investidas em 1999 e 2000, a rádio Heliópolis foi fechada por uma diligência de agentes da Polícia Federal e da Anatel, a agência regulatória das telecomunicações, que levou os equipamentos em posse de um mandado de busca e apreensão. "O cara da Anatel falou: `chega de palhaçada, tira do ar que esta é uma rádio pirata´. Chorando, eu liguei o microfone e disse que por problemas técnicos a gente ia sair do ar", relata Cláudia. "E me despedi como sempre faço: `um beijo no coração de todos, fiquem com Deus e fui´", completa (veja depoimento em vídeo abaixo).

No total, o silêncio durou 13 meses. Nesse período, a prestação de serviço da rádio, como anunciar crianças e chaves perdidas, foi improvisada: a vinheta era gravada em CD no estúdio e executada pelos vielas locais por uma caixa de som acoplada em uma bicicleta.
"Teve uma senhora que voltou aqui depois de dez anos fora e queria achar a família e não conseguia, porque a favela cresceu. Procurou a rádio e estava fechada. Gravamos o anúncio, e a bicicleta achou os parentes. Foi o único jeito."

A rádio só voltou ao ar em agosto de 2007, aproveitando uma brecha da lei que possibilitava a transmissão em caráter experimental em caso de associação com uma entidade de ensino superior (a Universidade Metodista, da cidade vizinha São Bernardo do Campo, se disponibilizou). Outra ajuda veio do programa "O Aprendiz", da TV Record. Uma das equipes testadas pelo apresentador Roberto Justus esteve na favela e deixou como herança o tão necessário transmissor.

 FECHADA, RÁDIO SUBIU NA BICICLETA


A oficialização da rádio Heliópolis só veio depois de muita pressão política e em meados de 2008. Precisou a Lei de Radiodifusão Comunitária completar dez anos para São Paulo contar com sua primeira e única estação não-comercial.

Seus 34 locutores são voluntários, que doam duas horas de seus dias. "Aqui radialista paga até para trabalhar. A única recompensa é quando um ouvinte manda espetinho, ovo de Páscoa ou perfume", conta Cláudia sobre seus admiradores e os mimos a ela endereçados.

Os anunciantes são chamados de patrocinadores e pagam R$ 50 mensais por 300 vinhetas tocadas nesse período. "É a quitanda do seu Zé, a padaria, a loja de material de construção. Esse dinheiro é só para pagar as contas", conta Reginaldo.

A rádio serve também para aumentar o senso coletivo. "Muleta e cadeira de roda a gente vive anunciando e doando. Depois de usar as pessoas devolvem, e nós anunciamos de novo. Vaga em escola e fralda geriátrica também são muito procuradas", conta Cláudia.

Os músicos locais também ganharam um veículo para sua arte. "As pessoas ouvem Heliópolis e pensam que só tem criminoso e traficante. Imagina o terror que seria se os 120 mil daqui fosse assim: São Paulo não ficaria em pé", sentencia o rapper André Nascimento, que atende também pelo nome artístico de Anônimo. Seu companheiro de cantoria, Fuá, relata com as canções deles descreve o cotidiano do bairro pobre. "A gente conta a enchente de dentro dela, com os vizinhos no telhado. Os jornalistas vêem de longe, as pessoas não se identificam com as notícias deles."

Outro artista e ouvinte é Pedro Vieira. Sua venda tem a placa na frente indicando que lá vive "o rei do quebra-queixo". O seresteiro vende o doce de coco cercado por pôsteres de artistas de forró, incluindo ele próprio. "Ouço o dia todo. Quando o movimento está fraco, ligo para conversar com os locutores. É tudo gente boa."

O estúdio já foi visitado por políticos e artistas, mas no dia em que a reportagem do
UOL Notícias visitou a rádio da zona sul quem estava por lá era um grupo de universitários norte-americanos. O apresentador aproveitou para perguntar o que os EUA fizeram para criar a atual crise econômica mundial. Visivelmente surpresos, os visitantes arriscaram algumas respostas via tradutor, mas não convenceram quem está acostumado a sempre viver em crise.

Depois do passeio pela rádio, o grupo forasteiro desceu a rua da Mina e suas casas coloridas e deixou a quebrada. À medida em que eles se afastam, o sinal da rádio se embaralha, rap emitido de Heliópolis se funde com uma música sertaneja e o império das rádios comerciais. (por Rodrigo Bertolotto - Do UOL Notícias - Em São Paulo)



Escrito por Magaly Prado às 20h19
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SIMPLY RED NA USP FM

 

O Fora de Série, programa produzido e apresentado semanalmente na USP FM pelo jornalista, radialista e produtor musical Toninho Spessoto, traz nesta quinta, 26 de fevereiro, um especial dedicado ao grupo inglês Simply Red, que fará shows na próxima semana em São Paulo (3 e 4 de março no Credicard Hall) e Rio de Janeiro (6 de março no Citibank Hall).

O Simply Red, criado e liderado pelo carismático cantor e compositor Mick Hucknall está completando 25 anos de carreira. Hucknall anuncia que será a turnê de despedida do grupo. O Fora de Série trará hits como Holding Back The Years, Stars, It's Only Love e a inédita Go Now. Vale conferir.(mensagem recebida pelo orkut)
Site Oficial

Fora de Série
Produção e Apresentação: Toninho Spessoto
No ar todas as quintas às 21 horas pela USP FM
93,7 MHz (São Paulo)
107,9 MHz (Ribeirão Preto)



Escrito por Magaly Prado às 18h51
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MÍDIA RADIOFÔNICA- Quem determina a programação?

Do Observatório da Imprensa - Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 23/2/2009

A participação do ouvinte nos aspectos da programação do rádio está cada vez mais dificultada pela força do capital e pelos interesses motivados pela ambição, pelo lucro fácil e por uma visão unicamente monetária que se têm instalado no rádio cearense e, acreditamos, em todo o país. Vivemos um momento em que o usuário não é tratado como consumidor nem respeitado como ser que tem opinião, que conhece a comunicação e sabe o que é melhor para si. As programações de rádio não têm participação de ouvintes que são geralmente surpreendidos por mudanças de horários e supressão de programas que perdem tempo e espaço no rádio.

A conquista dos Direitos do Consumidor foi um passo importante para a concretização de um processo democrático, pois o Código de Defesa do Consumidor tem gerado espaços para todos os indivíduos no sentido de questionar produtos, exigir informações sobre as mercadorias e ser ressarcido de qualquer prejuízo decorrente de um serviço mal prestado. Por que será que no rádio e nas comunicações em geral não é assim? Mesmo que existam Códigos de ética, legislação sobre comunicação e dispositivos constitucionais que regulam o processo comunicativo, os usuários do rádio não têm oportunidade nenhuma de dizer o rádio que querem nem emitir crítica sobre as mudanças relativas a este meio de comunicação.

Brigada de luta

O rádio vem sendo sofrendo muitas transformações e elas infelizmente não têm sido boas para os consumidores da comunicação radiofônica. O processo de ocupação de horários por grupos religiosos é um atentado à cidadania e à pluralidade religiosa de nosso povo. Por outro lado, o arrendamento não dá qualidade aos programas nem disciplina o processo comunicativo, pois quem arrenda programas diz o que quer e faz o programa de qualquer jeito, sem produção, sem conteúdo e sem nenhum tipo de preparação por parte de supostos radialistas formados em cursos de caráter duvidoso e desprovidos de formação profissional ética e pautada na competência e no respeito ao ouvinte.

Temos vários problemas no rádio e parece que muitos profissionais do meio não têm conseguido resolver nem se interessam por um processo de organização da classe, preferindo exclusivamente culpar o sindicato da categoria que, embora tendo sua parcela de culpa, não é o único que precisa refletir sobre suas ações no processo de melhoria do meio rádio. O mundo radiofônico precisa de união e somente com a participação de ouvintes conscientes e críticos, de radialistas engajados e comprometidos com a profissão é que os problemas serão coerentemente resolvidos e mudados.

É grande a necessidade de uma frente de luta pelo rádio que envolva todos os que estejam direta ou indiretamente envolvidos no processo para realizar um diagnóstico dos problemas e buscar as soluções adequadas e urgentes. É necessário que se faça uma brigada de luta pelo rádio-cidadão na certeza de um processo comunicativo democrático, crítico e consciente. O rádio precisa que as pessoas que buscam uma sociedade melhor se coloquem numa nova forma de ver o mundo e de construir tal sociedade.

Princípios éticos e cidadãos

É preciso que os ouvintes de rádio se organizem, devemos incentivar a formação de clubes, associações ou fóruns de ouvintes para discutir as programações, exigir mudanças, desenvolver novas práticas, conhecer outras experiências e buscar efetivamente uma ação comunicativa que dê a todos processos de cidadania e busca de processos de mudança, cidadania e participação.

Os que se dizem proprietários de rádio não entenderam que nossa sociedade mudou e que somente com participação este meio terá chances de sobreviver, crescer e se desenvolver segundo os preceitos de uma cidadania participativa e na busca por um mundo melhor e mais justo. O rádio tem que mudar, as programações e os programas carecem de investimentos, tanto técnicos como democráticos, para ajudar este meio a crescer, formar e oportunizar uma sociedade que seja pautada na construção da cidadania ativa, participativa e crítica para que todos sejam elementos ativos na formação de um mundo justo e igual para todos.

Se as pessoas se unissem em prol do rádio e exercessem a verdadeira essência da cidadania, buscando a participação no processo das emissões de programas, questionando os problemas surgidos e exigindo programação de qualidade, certamente a crise deste meio de comunicação seria resolvida e teríamos um rádio democrático, fiel a princípios éticos e cidadãos e forte na concretização da comunicação que engrandece e melhora a vida do povo em geral.



Escrito por Magaly Prado às 18h40
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Magaly Prado é jornalista, radiomaker, professora universitária e escritora. Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e bolsista da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior. É Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP, pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero, onde cursou Jornalismo e na qual ministra aulas de Produção de Rádio e Radiojornalismo II e pesquisa Publicidade no Rádio, no CIP –Centro Interdisciplinar de Pesquisa. Ministra também aulas de Linguagem Aplicada ao Audiovisual, Jornalismo On-line e Livro-Reportagem na FMU –Faculdades Metropolitanas Unidas– e Introdução ao Jornalismo na ESPM –Escola Superior de Propaganda e Marketing. É professora convidada do MBA de Rádio e TV da Universidade de Tuiuti do Paraná (UTP), no qual ministra Roteiro Avançado de Rádio. Publicou os livros "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier, em 2006, e “Webjornalismo” pela LTC/ GEN, em 2010, quando criou uma página com informações aumentadas em .
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