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RÁDIO RASGO DE LUZ

rádio rasgo de luz - 13 de outubro as 18h30 na galeria da CAIXA CULTURAL, Rio de Janeiro
Lilian Zaremba
a serpente ouve com os pulmões. O peixe, com as laterais do corpo.
Este som constituído por ínfimas e rápidas mudanças de pressão no interior de um ambiente (ar ou água) se origina de uma fonte vibratória, propagada no exterior como ondas, essas que um dia foram nomeadas luminipherous aether.
William Crookes químico e ocultista britânico, deduziu ter descoberto a representação de uma “matéria radiante” batizando seu invento de “rádio meter” no mesmo século em que Samuel Morse desenvolveu o que chamou de uma nova e útil máquina e sistema de sinais para transmitir inteligência entre pontos distantes, enquanto Helena Blavatsky abria as portas do salão de sua Sociedade Teosófica para frequentadores ilustres como Thomas Edison, aonde a ucraniana recebia vozes transmitidas do além...
Eletricidade era o poder básico disponível embora ainda incompreensível, sendo elucidado parcialmente por químicos, físicos, engenheiros, matemáticos, inventores e aventureiros desta efervescência eletromagnética chamada de ondas eletrodinâmicas, vibrações elétricas, ondas elétricas e luminipherous aether. Então, a certa altura, Crookes, considerado um dos inventores na cadeia mater do rádio exclamou: Alere Flamman! A lâmpada da Ciência deve queimar!
Isto porque segundo o cientista, os meios adotados pelo homem para iluminar sua casa à noite caracterizavam sua posição na escalada da civilização. Daí o Oriente e seu betume fluido; a lâmpada dos etruscos ou a gordura de baleia impregnando os iglus dos esquimós...a vela...depois a lâmpada elétrica...
rádio simulacrum: um rasgo de luz
No embate entre as forças sobrenaturais do vampirismo e da telepatia, Bram Stoker fincou o arco narrativo de sua novela Drácula, onde os protagonistas equipados com um fonógrafo gravaram, compilaram e transmitiram informações, rastreando os movimentos daquele conde vampiro sanguinário, interferindo em seus poderes verbais e telepáticos. A voz gravada, reproduzida no ambivalente papel do fonógrafo no século 19 brota seminal problemática da linguagem do rádio, a saber: as interferências, vazios, dead air, interrupções de lógica e sentido, e todas as instâncias de um universo fantasmático. Assim como a sombra que é e não é seu objeto transitam as falas neste corpo da radiofonia, território já descrito por Gregory Whitehead como o “ habitat natural da imaginação sem fios” sendo completado por Allen S.Weiss , “...este ponto não localizável e misterioso onde já não se distingue ouvinte e rádio”.
Exatamente nesta topografia aonde um aleph de convergências se instala, abrindo o espectro para a percepção de outros fundamentos para a linguagem radiofônica, colocamos um ponto de penumbra entre a voz sussurrante e sua reverberação, eco de cigarras que entoam o fim da luz e seu calor esvaindo...na ocultação de um mecanismo de gravação e reprodução, transformado em espectro de luz, vela incandescente simulacrum sonoro na visão desta narrativa: o som só se estabelece quando as ondas se deslocam com o vento. É possível escutar ... uma sombra acústica, um eco solar, uma miragem radiofônica.
rádio rasgo de luz:
instalação de Lilian Zaremba
imagens filmadas em digital por Lucia Helena Zaremba
voz : Eduardo Fajardo
edição de áudio: ECOSOM – 2008.
montagem estrutural : Fernando Sant’Anna
Lilian Zaremba
roteirista e produtora radiofônica, pesquisadora doutora em teorias da comunicação, vem trabalhando diferentes aspectos da linguagem e transmissão radiofônica associada às artes sonoras. Seus trabalhos mais recentes foram apresentados em 2008 no Museu de Arte Contemporânea - MAC (projeto Poéticas Experimentais da Voz), Rádio-Forum Escuta! (Londrina, Paraná) Festival Radial X (Lisboa) , programa especial sobre Arte Sonora e Radioarte (MEC-FM , Rio de Janeiro), artigo no livro Teorias do Rádio II (INTERCOM, Santa Catarina) e atualmente finaliza uma audio reportagem sobre o músico Walter Smetak para o Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Escrito por Magaly Prado às 10h16
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RÁDIOS COMUNITÁRIAS FRANCESAS E AS LICENÇAS PARA OPERAÇÃO COMO RÁDIOS DIGITAIS TERRESTRES
Uma bandeira em favor das rádios comunitárias
Terminou em 1º de outubro, o prazo para que as rádios comunitárias francesas enviassem ao Conselho Superior do Audiovisual - Conseil supérieur de l’audiovisuel – (CSA) a documentação necessária para solicitar uma licença para operarem como Rádios Digitais Terrestres.
Grande parte das emissoras não o fez devido ao alto custo que o processo de digitalização do sinal acarreta a suas operações.
Na França existem 600 rádios comunitárias oficiais, dentre as quais 307 são representadas pelo Sindicato Nacional das Rádios Livres - Syndicat national des radios libres - (SNRL), que entende que suas afiliadas deveriam sim enviar a documentação de solicitação mesmo que o custo de operar o sinal digital seja alto.
Em Lyon o custo médio para uma rádio comunitária operar o é de € 20 mil por ano, com o sinal digital estima-se que este custo seja o dobro. Aqui no Brasil, no ano passado, discutiu-se sobre o mesmo problema. As rádios comunitárias não teriam acesso ao benefício da nova tecnologia, pois o custo para a modernização da aparelhagem poderia chegar a R$ 1 milhão, dependendo da estrutura que a emissora possuísse.
Problemas tecnológicos e financeiros à parte, vejo que o problema do Brasil em relação às rádios comunitárias é bem maior que a atualização de processos de transmissão. Segundo dados da Associação Brasileira das Rádios Comunitárias (Abraço), em 2007 mais de 20 mil pedidos de operação encontravam-se parados, aguardando a outorga do Ministério das Comunicações.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 48,6% dos municípios brasileiros existem rádios comunitárias, superando pela primeira vez as emissoras comerciais de FM (34,3%) e as de AM (21,2%), todavia os outros 51,4% dos municípios não contavam com uma emissora sequer.
As rádios comunitárias deveriam ser vistas como o oxigênio cultural das atuais empresas de radiodifusão, em sua maioria, presa a modelos comerciais e paradigmas culturais estratificastes. Para mim, as rádios comunitárias têm um papel fundamental não só nas comunidades que atuam, mas, sobretudo para a revitalização do mercado como um todo. São escolas para locutores, operadores e técnicos, além de palco para novos talentos.
Percebo também que são escolas de como se fazer rádio, onde tem uma rádio comunitária, tem público fiel, tem identificação com o ouvinte, tem vitalidade e diversidade. Se há uma bandeira que deveria ser levantada no segmento de rádio no Brasil, esta deveria ser a simplificação e a aceleração da outorga das rádios comunitárias.
(Publicado por Nauro Rezende Júnior em Caros Ouvintes Fonte: Le Monde / Agência Brasil)
Escrito por Magaly Prado às 16h25
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JOVEM PAN AM PRESTA TRIBUTO A CARTOLA

Em homenagem ao centenário de Cartola, a Jovem Pan produziu um programa especial que pretente traçar um panorama sobre a obra de Angenor de Oliveira, o sambista carioca que conseguiu lançar seu primeiro disco de estúdio com 66 anos de idade.
O programa contará com sonoras de Cartola e Dona Zica colhidas no arquivo Jovem Pan, além da participação de pessoas que fizeram parte da vida do compositor, como Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Alcione, Elton Medeiros, Nei Lopes, Hermínio Bello de Carvalho, Eli Gonçalves (Chinha, presidente da Mangueira), a neta Nilcemar Nogueira e Sérgio Cabral. (dica do Marcos Lauro, do Radio Base)
Serviço:
Rádio Ao Vivo Um Século de Cartola Produção, entrevistas e edição: André Graziano Sonorização: Zezé Guimarães Apresentação: José Luiz Menegatti Jovem Pan AM Sexta-feira, 10/10, 21h30
Escrito por Magaly Prado às 14h19
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BandNews FM chega à cidade de Campinas
Rede passa a contar com oito emissoras no país
A rede BandNews FM passa a contar com uma nova afiliada na cidade de Campinas. A emissora pode ser sintonizada na freqüência 106,7 MHz na região metropolitana de Campinas, um dos principais mercados do país. A cidade possui PIB superior a R$ 20 bilhões e conta com 1 milhão de habitantes aproximadamente.
A estréia no interior paulista reforça o objetivo da rede de se estabelecer nos principais mercados do país. Os ouvintes de Campinas se juntam aos ouvintes de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Brasília.
A BandNews FM tem forte atuação local em cada uma de suas praças. Prestação de serviço, espaço para debate político e fiscalização dos poderes públicos regionais são características da emissora, que conta com Ricardo Boechat, Boris Casoy e Marcelo Parada em seu time de âncoras. Nomes consagrados como José Simão, Mônica Bergamo, Guilherme Barros, Dora Kramer, Ruy Castro, Barbara Gancia, Raquel Rolnik e Rosely Sayão são alguns dos colunistas da BandNews FM. (por assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes de Rádio)
www.bandnewsfm.com.br
Escrito por Magaly Prado às 13h04
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JAZZMASTERS DE SÁBADO

Neste sábado nossa viagem musical passa pela Australia, Argentina, Uruguai, Áustria, França, Japão, Inglaterra, Arábia e Estados Unidos. Provando mais uma vez que não existe fronteira para a música boa. Destaque 5 estrelas para a "Samurai" do Jazztronik. Não perca!!! (por Paulo Mai e Sérgio Scarpelli)
1.Kylie Auldist - That's why 2.Bajofondo - Grand Guignol 3.Maktub - See clearly 4.Louie Austen - In my heart 5.Skalp - Don't it mess with my mind 6.DJ Gomi - Hot Nights (Kenny Dope Remix) 7.Ben Westbeech - Hang Around 8.Kyoto Jazz Massive - Kudu 9.Malik Adouane - Shaft 10.Jazztronik - Samurai 11.Lettuce - Sam Huff's flying Raging Machine 12.Mondo Grosso - Vibe PM
Eldorado FM - 92,9 - São Paulo-SP Sábado, às 20h Drops de segunda a sexta às 10h35 e 14h35
Transamérica Light FM Curitiba-PR 95,1 - Estrela-RS 102,9 - Rosário do Sul-RS 97.9 Sábado, às 21h Drops de segunda a sexta às 10h55 e 16h55
Litoral FM - 91,9 - São Vicente (Santos e Litoral Sul) Sábado, às 21h Rreprises: Terça 18h e Quinta 21h Drops de segunda a sexta às 10h e 15h
Beira Mar FM - 102,7 - São Sebastião - 101,5 - Ubatuba Domingo e Quarta, às 20h Drops de segunda a sexta às 08h45 e 17h55
Calypso FM - 106,7 - Fortaleza-CE Sábado, às 19h Drops de segunda a sexta às 10h40 e 14h40
A Tarde FM - 103,9 - Salvador-BA Sábado, às 20h - Reprise: Terça, às 18h Drops de segunda a sexta às 07h50 e 12h20
Cultura FM - 95,5 - Araçatuba-SP Domingo, às 21h e Quarta, às 22h Drops de segunda a sexta as 07h40 e 13h
Escrito por Magaly Prado às 12h58
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QUEM OUVIA A RÁDIO EXCELSIOR NO SEU AUGE, NOS ANOS 70, PODE SINTONIZÁ-LA AGORA PELA INTERNET
FAÇANHA DO RADIALISTA ANTONIO CELSO
Excelsior - A máquina do som - Ouça
Escrito por Magaly Prado às 14h14
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TEORIAS DO RÁDIO (CAPÍTULO 2) SERÁ LANÇADO EM SANTA CATARINA NO DIA 17
Teorias do Rádio, volume 2, será lançado em Joiville, SC, durante o 4º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina.
O lançamento está marcado após a Solenidade e Conferência de abertura dos Encontros, que iniciam 19h.
Local: Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc. Endereço: Rua Princesa Isabel, 438. Centro, Joinville/SC.
Teorias do Rádio - textos e contextos - Volume II
organização de Eduardo Meditsch e Valci Zuculoto
Florianópolis, Insular/Posjor/UFSC, 2008
Coleção NP's Intercom n.o 8
Entre alguns capítulos:
Cinzas de uma fogueira (pelo rádio – 1923-1926)
Edgard Roquette-Pinto
Roquette-Pinto e o ensino pelo rádio
Luiz Artur Ferraretto
A natureza do meio: limitações e possibilidades do rádio
Mario Kaplún
Kaplún e o rádio a serviço da emancipação
Eduardo Meditsch e Juliana Gobbi Betti
O rádio como arma política : os modelos de propaganda nas guerras
Julian Anthony Stuart Hale
Julian Hale e a propaganda ideológica nas ondas radiofônicas
Luciano Klöckner
A escrita do acontecimento
Roland Barthes
Barthes e o protagonismo da palavra radiofônica
Valci Regina Mousquer Zuculoto
Rádio radical e a nova paisagem sonora
R. Murray Schafer
Rumo ao rádio polimorfo
Tetsuo Kogawa
Kogawa e as polimorfaces do rádio
Lilian Zaremba
Perspectiva semiótica da comunicação radiofônica
Miguel de Moragas Spa
Moragas Spa e a semiótica da comunicação radiofônica
Mágda Cunha
A fala do rádio : um estudo dos percursos dos nossos erros
Erving Goffman
Goffman: a fronteira sutil entre a fala cotidiana e a locução no rádio
Sônia Caldas Pessoa
A criatividade no contexto do rádio atual
Mariano Cebrián Herreros
Cebrián Herreros e a inovação radiofônica
Claudia Irene de Quadros
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O livro pode ser solicitado direto a editora insular (www.insular.com.br) pelo endereço : editora@insular.com.br eles enviam pelo Correio e chega rápido
Escrito por Magaly Prado às 10h51
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Meu humor:
Escutando todas!
 | Magaly Prado, radiomaker e jornalista, é doutoranda em Comunicação e Semiótica, na PUC/SP. É mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, na PUC/SP, com a dissertação: “Audiocast nooradio – redes colaborativas de conhecimento”. Na Faculdade Cásper Líbero, onde fez pós-graduação em Comunicação Jornalística, é professora de Produção de Rádio, no curso de Rádio e TV, e desenvolveu a pesquisa: “Rádios autônomas na Internet – um formato líquido”, no CIP. Também dá aulas de Jornalismo Especializado (jornalismo) e Linguagem e Redação para TV(rádio e TV), na Uniban, onde também ministra as aulas na pós-graduação de Jornalismo Cultural. Publicou "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier. Estreou em 2008, o site: www.nooradio.com.br.
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