Magaly Prado - Notícias sobre Rádio z

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Rádio Globo participa da inauguração do Museu do Futebol e inaugura estúdio Osmar Santos na redação do Diário de S. Paulo

Rádio Globo participa da inauguração do Museu do Futebol

 

Na próxima segunda-feira, dia 29 de setembro, os amantes do futebol vão ganhar um presente: o Museu do Futebol será inaugurado no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em São Paulo. Para comemorar a data, a Rádio Globo (SP: 1100 AM) preparou um programa especial. O Globo Esportivo, que vai ao ar entre 18 e 20 horas, será transmitido de dentro do museu. O narrador Oscar Ulisses vai apresentar aos ouvintes todos os detalhes do espaço, como o emocionante Salão das Copas do Mundo, além de receber convidados especiais e o time de comentaristas da Rádio Globo.

O Museu do Futebol ocupa uma área de 6.900 metros quadrados, localizada no avesso das arquibancadas do estádio. A inauguração oficial ocorre às 19 horas.

 

Rádio Globo inaugura estúdio Osmar Santos na redação do Diário de S. Paulo

 

 

A Rádio Globo de São Paulo (1100 AM) e o Diário de S. Paulo inauguram, na próxima terça-feira, 30 de setembro, o estúdio Osmar Santos, na redação do jornal.  A abertura oficial ocorre às 17 horas, com a transmissão do programa “Globo Cidade”, apresentado por Osvaldo Pascoal. O ex-locutor esportivo Osmar Santos, que dá nome ao estúdio, estará presente para cortar a fita que marca o início das atividades. A homenagem a Osmar Santos já pode ser vista também na redação do Diário de São Paulo, nas instalações do novo estúdio, onde foi montado um painel com imagens que mostram a trajetória de Osmar e sua importante atuação tanto no cenário do futebol brasileiro como na história do país, com a luta de Osmar em favor das eleições diretas, no início dos anos 80.

 

O estúdio Osmar Santos visa expandir a parceria entre os veículos, intensificando a entrada ao vivo de repórteres do Diário na programação da Rádio Globo. A partir da próxima quarta-feira, um dia após a inauguração oficial, estréia o quadro “Diário ao Vivo” na programação da emissora. A atração irá ao ar de segunda a sexta, às 11h40, no programa Manhã da Globo, com Laércio Maciel, e às 17h50, no Globo Cidade, com Osvaldo Pascoal.  Será um giro com repórteres do jornal, com os principais destaques da reportagem em cada dia. O quadro “Diário da Fama”, que está no ar desde o dia 10 de agosto, é veiculado no programa Domingo na Globo em duas edições: às 9h10 e às 9h40.  Os repórteres do caderno Vamos Ver, do Diário, entram no ar com as notícias do mundo artístico.

 

O Estúdio Osmar Santos vai permitir também a participação diária da equipe da editoria de esportes do jornal, diretamente da redação, com som digital, no programa Globo Esportivo, que vai ao ar em São Paulo de 18 às 20 horas e é apresentado por Oscar Ulisses.  A idéia é expandir cada vez mais a parceria, criando novos quadros e novas sinergias entre as redações da rádio e do jornal. (informações da assessoria de imprensa do Sistema Globo de Rádio)



Escrito por Magaly Prado às 14h09
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OUÇA NA CULTURA AM DE SÃO PAULO

Destaques da Rádio Cultura Brasil (AM 1.200 kHz)

 

Solano Ribeiro e a nova música do Brasil

 

Exibição
05/10/2008 13h

 

Um convite à gastronomia

O programa Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil convida os ouvintes para uma experiência gastronômica...

O primeiro prato é a Feijoada Completa do grupo carioca Tira Poeira, que traz como complemento Lenine e Maria Bethânia.

Na seqüência serão servidos pratos regionais. Do sul do Brasil, vem o som de Marcelo Birk e o CD Os Timbres Não Mentem Jamais. Representando Minas Gerais, Wilson Sideral, com o álbum Dias Claros.

A sobremesa fica por conta de Siba e a Fuloresta com o disco Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar”.



Escrito por Magaly Prado às 13h58
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VIOLA DE GAMBA NA USP FM DE SP : amanhã, 10h



Escrito por Magaly Prado às 23h25
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Escolha de rádio digital abre polêmica

Redação O Estado de São Paulo - O Instituto Mackenzie concluiu os testes sobre o desempenho do padrão americano de rádio digital Iboc (In Band on Channel, ou HD Radio) feitos sob a direção do professor Gunnar Bedicks, mas não recomenda sua adoção pelo Brasil sem que se façam testes comparativos com outros padrões. Essa é a razão por que o Mackenzie se recusa a assinar o relatório final dos testes, nos termos solicitados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Defensora ardorosa do padrão americano, a Abert insiste na adoção dessa tecnologia digital pelo Brasil, independentemente de qualquer comparação com outros padrões. Para tanto, vai elaborar relatório final sobre os testes feitos pelo Mackenzie e levar o documento ao Ministério das Comunicações.

O Instituto Mackenzie não considera correto nem possível recomendar um padrão sem conhecer o desempenho dos demais com a mesma profundidade. Os testes de campo do padrão Iboc foram contratados em novembro de 2007 pela Abert, e foram acompanhados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Ministério das Comunicações. "Ao fazer esses testes, nossa missão foi avaliar o desempenho do padrão Iboc, isoladamente, acompanhando os testes que vinham sendo feitos em várias emissoras em São Paulo, Ribeirão Preto, Cordeirópolis e Belo Horizonte", diz Bedicks. "Medimos o alcance do sinal digital em comparação com o sinal analógico, as eventuais interferências, a qualidade da transmissão e da recepção móvel e fixa, tanto em amplitude modulada (AM) como em freqüência modulada (FM). Não podemos, entretanto, recomendar a adoção desse padrão sem compará-lo com outros padrões europeus, como o DRM (Digital Radio Mondiale) e DAB (Digital Audio Broadcasting)."

Bedicks reitera que o Mackenzie aprova o objetivo geral de digitalização das emissoras de rádio. "Mas não pode recomendar o padrão Iboc sem comparar seu desempenho com o de outros padrões. E não queremos fazer nada de forma apressada, senão corremos o risco de adotar um padrão que será como a lei que não pega. Além disso, é bom reconhecer que a digitalização do rádio em todo o mundo está numa fase incipiente, muito menos avançada do que a TV." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

***

Nada de novo no front. Pesquisadores de rádio, que acompanharam os testes em 2006 e 2007, para expor no Intercom, através do Grupo de Pesquisa sobre Rádio e Mídia Sonora no Brasil, já haviam alertado sobre tudo isso e mais um pouco. Quem lembra? Veja um dos inúmeros textos que publicaram a carta produzida pelo grupo. 

Pesquisadores manifestam preocupação com adoção do IBOC

Da redação do Observatório do Direito à Comunicação
11.09.2007

Pesquisadores e professores universitários de Comunicação divulgaram carta em que manifestam preocupação com os rumos dos debates sobre a adoção do rádio digital no Brasil.

Segundo os pesquisadores, os testes com o padrão digital IBOC (in-band on-channel) estão sendo realizados pelas emissoras autorizadas sem a utilização de uma metodologia ou padronização de critérios e procedimentos compatíveis com as condições brasileiras, o que impede a obtenção de resultados que permitam saber com segurança se, por exemplo, o padrão em teste provoca ou não interferência mútua entre os sinais digital e analógico.

Os professores alertam que o processo de digitalização poderá trazer dificuldades de adaptação para a maior parte das emissoras, sobretudo as pequenas e médias instaladas no interior, as educativas e as comunitárias, por falta de recursos para investimento. “A adoção de uma tecnologia não pode ser um fator de aprofundamento de diferenças de padrões técnicos e de produção já existente entre as estações de grande porte e as demais – pequenas e médias – que integram o sistema de radiodifusão brasileiro”, afirma a carta.

Ainda em relação à tecnologia, o texto critica o fato da tecnologia preferida pelos grandes radiodifusores e pelo Ministério das Comunicações ser proprietária. Segundo a carta, essa “condição coloca os radiodifusores sujeitos aos ditames da empresa, a iBiquity Digital Corporation, que administra os direitos de uso da tecnologia. Podem, assim, perder o controle sob o gerenciamento do processo de instalação e definição de equipamentos”.

Os pesquisadores também alertam para o pedido de ampliação do uso de espectro de 200 kHz para 250 kHz apresentado em julho de 2007 pela iBiquity, proprietária norte-americana do padrão IBOC, junto à Federal Communications Commission (FCC). “Esta alteração é uma demanda técnica, sem a qual o padrão não apresentará um desempenho satisfatório. Se for concedida pela FCC, a ampliação de freqüência poderá significar a redução de cerca de 30% no total de canais em freqüência modulada hoje disponíveis naquele país”.

Por fim, a carta manifesta estranheza pelo fato do IBOC não possuir canal de retorno. “Sem esse recurso, perde-se a interatividade, justamente um dos aspectos destacados como positivos no processo de introdução da televisão digital no país. Isto, portanto, pode significar ampliação das disparidades existentes entre os dois veículos e perda, no caso específico do rádio, da possibilidade de intensificar a participação dos ouvintes nas estratégias de programação das emissoras”, afirma o documento.


Confira a íntegra da carta:

 

CARTA DOS PESQUISADORES DE RÁDIO E MÍDIA SONORA DO BRASIL

Nós, os 72 abaixo-assinados, pesquisadores e professores universitários de Comunicação Social e áreas afins, todos tendo por objeto de estudo a radiodifusão sonora, tornamos pública nossa preocupação a respeito do processo de implantação do rádio digital em nosso país. Não nos movem para tanto interesses de ordem partidária. Apenas queremos que a oportunidade tecnológica posta à frente de todos sirva ao bem comum e ao desenvolvimento do Brasil. Temos clara a importância do veículo para a população do país, do empresário que acompanha a evolução dos índices da economia ao trabalhador a quem o rádio oferece certo grau de solidariedade. Temos, também, consciência dos problemas deste meio em suas vertentes comercial, educativa e comunitária, que se deparam com a encruzilhada da convergência multimídia.

Realizando estudos a respeito há vários anos, acompanhamos tanto as políticas e as estratégias públicas para a introdução da tecnologia digital como os movimentos da classe empresarial e das organizações da sociedade civil a respeito. Alertamos, portanto, para o que foi constatado até agora:

1. Preocupa-nos que os testes com o padrão digital IBOC (in-band on-channel) estejam sendo realizados pelas emissoras autorizadas sem a utilização de uma metodologia ou padronização de critérios e procedimentos compatíveis com as condições brasileiras. A ausência de uma padronização impede a obtenção de resultados consistentes dos experimentos que permitam saber com segurança se, por exemplo, o padrão em teste provoca ou não interferência mútua entre os sinais digital e analógico.

2. Entendemos que o padrão de rádio digital a ser adotado deve ser capaz de garantir eficiência de transmissão em qualquer situação de recepção. Embora os testes realizados não tenham padronização, é possível identificar alguns problemas de adequação do padrão IBOC às características de cada localidade, como edificações e topografia e problemas de poluição radioelétrica. Pesquisadores que acompanharam testes em emissoras observaram problemas de interrupções abruptas do sinal digital em locais onde havia fios de alta tensão (rede elétrica), prédios e túneis, forçando o aparelho receptor a transmitir em analógico, com um delay que pode chegar a oito segundos.

3. Preocupa-nos o fato de que processo de digitalização poderá trazer dificuldades de adaptação para a maior parte das emissoras, sobretudo as pequenas e médias instaladas no interior, as educativas e as comunitárias, por falta de recursos para investimento. É provável que 50% das estações em funcionamento precisem trocar transmissores a válvulas por modulares para se adaptarem à tecnologia digital. Investimento igualmente significativo será necessário para digitalizar o processo de produção radiofônica, com a troca de equipamentos de estúdio, especialmente se for considerado o baixo nível de informatização interna das rádios no interior do país. É desejável que o padrão a ser adotado permita maior grau possível de aproveitamento de infra-estrutura existente e que apresente custos compatíveis com os diversos tipos de emissoras. A adoção de uma tecnologia não pode ser um fator de aprofundamento de diferenças de padrões técnicos e de produção já existente entre as estações de grande porte e as demais – pequenas e médias – que integram o sistema de radiodifusão brasileiro.

4. Inquieta-nos saber que o padrão em teste é uma tecnologia proprietária, cujos custos de royalties poderão inviabilizar a sua adoção por parte de emissoras comunitárias e educativas. Além disso, essa condição coloca os radiodifusores sujeitos aos ditames da empresa, a iBiquity Digital Corporation, que administra os direitos de uso da tecnologia. Podem, assim, perder o controle sob o gerenciamento do processo de instalação e definição de equipamentos.

5. Entendemos que a tecnologia de transmissão a ser escolhida terá de ser flexível, a ponto de favorecer a integração do rádio com as demais mídias e com sistemas de redes informatizadas. É importante que o sistema de transmissão tenha ferramentas multimídia que possibilitem a oferta de conteúdo na tela de cristal líquido do receptor digital ou em outras plataformas de mídia convergente. No entanto, essa vantagem tecnológica, que poderá representar receita adicional, não foi testada pelas emissoras autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações.

6. Consideramos que a adoção de qualquer padrão digital deve ser precedida por uma ampla análise técnica sobre as condições de funcionamento da tecnologia em outros países. Chama atenção o pedido de ampliação do uso de espectro de 200 kHz para 250 kHz apresentado em julho de 2007 pela iBiquity, proprietária norte-americana do padrão IBOC, junto à Federal Communications Commission (FCC). Esta alteração é uma demanda técnica, sem a qual o padrão não apresentará um desempenho satisfatório. Se for concedida pela FCC, a ampliação de freqüência poderá significar a redução de cerca de 30% no total de canais em freqüência modulada hoje disponíveis naquele país. Partilhamos da opinião da Benton Foundation, organização internacional dedicada à articulação de políticas para o uso da comunicação na solução de problemas sociais e em prol do desenvolvimento, que vê no aumento da largura do canal ocupado por uma estação uma possibilidade de redução de disponibilidade de espectro para eventuais novos atores.

7. Causa-nos estranheza a inexistência de canais de retorno no sistema digital em teste. Sem esse recurso, perde-se a interatividade, justamente um dos aspectos destacados como positivos no processo de introdução da televisão digital no país. Isto, portanto, pode significar ampliação das disparidades existentes entre os dois veículos e perda, no caso específico do rádio, da possibilidade de intensificar a participação dos ouvintes nas estratégias de programação das emissoras. 

De modo geral, alertamos para a perda de uma oportunidade, se embasada em estudos mais acurados, de transformação positiva do rádio, ampliando não só suas possibilidades comerciais, educativas e comunitárias, mas também produzindo condições para um efetivo exercício da cidadania e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, de forma democrática, ampla e solidária. Lembramos, ainda, que a oportunidade atual deve servir ao crescimento do setor como um todo, crescimento este que vai além do mero faturamento comercial, mas significa novos postos de trabalho e maior interação social.

Ficamos à disposição para esclarecimentos

1. Álvaro Bufarah Júnior
2. Ângelo Pedro Piovesan Neto
3. Ana Baumworcel
4. Ana Luisa Zaniboni Gomes
5. Andréa Pinheiro6. Antonio Adami
7. Antônio Francisco Magnoni
8. Ayêska Paulafreitas de Lacerda
9. Bibiana de Paula Friderichs
10. Carlos Eduardo Esch
11. Carmen Lúcia José
12. César Augusto Azevedo dos Santos
13. Cida Golin
14. Claudia Irene de Quadros
15. Clóvis Reis
16. Daniel Gambaro
17. Daniela Carvalho
18. Daniela Ota
19. Doris Fagundes Haussen
20. Eduardo Meditsch
21. Eduardo Vicente
22. Flávia Lúcia Bazan Bespalhok
23. Flávio Falciano
24. Francisco de Moura Pinheiro
25. Gilda Soares Miranda
26. Gisele Sayeg Nunes Ferreira
27. Graziela Soares Bianchi
28. Heloísa de Araújo Duarte Valente
29. Hernando Gutiérrez
30. Irineu Guerrini Júnior
31. Jandira Aparecida Alves de Rezende
32. João Batista de Abreu Junior
33. João Batista Neto Chamadoira
34. José Eduardo Ribeiro de Paiva
35. José Eugênio de Menezes
36. Júlia Lúcia de Oliveira da Silva
37. Lenize Villaça38. Lia Calabre
39. Lílian Zaremba
40. Luciana Miranda Costa
41. Luciano Klöckner
42. Luiz Antonio Veloso Siqueira
43. Luiz Artur Ferraretto
44. Macello Medeiros
45. Magaly Prado
46. Marcelo Cardoso
47. Maria Clara Lanari Bó
48. Márcia Detoni
49. Marcos Júlio Sergl
50. Mário Ramão Villalva Filho
51. Marta Regina Maia
52. Mauro José Sá Rego Costa
53. Mirna Spritzer
54. Moacir Barbosa de Sousa
55. Mônica Panis Kaseker
56. Mozahir Salomão Bruck
57. Nair Prata
58. Nélia Del Bianco
59. Patrícia Rangel
60. Pedro Vaz Filho
61. Ricardo Leandro de Medeiros
62. Rosana Beneton
63. Rúbia Vasques
64. Sandra Sueli Garcia de Sousa
65. Sônia Caldas Pessoa
66. Thais Renata Poletto
67. Sonia Virgínia Moreira
68. Waldiane de Ávila Fialho
69. Wanderlei de Britto
70. Wanir Campelo Siqueira
71. Valci Regina Mousquer Zuculoto
72. Vera Lúcia Guimarães Rezende 



Escrito por Magaly Prado às 19h12
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ACOMPANHE AGORA OU NA REPRISE AMANHÃ. GEORGE GERSHWIN

Hoje e amanhã, na Cultura FM 103,3 ou www.culturafm.com.br

Na companhia da música apresenta o programa em duas partes

ESPECIAL - GEORGE GERSHWIN 110 ANOS

O programa apresenta os lados clássico e popular de Gershwin, as obras dele na música erudita, no teatro e no cinema, com toques biográficos. Destaca a parceria dele com o irmão, Ira Gershwin, e com grandes músicos da época. O horário é das 18h às 19h. O especial George Gershwin 110 anos apresenta, além de dados biográficos e curiosidades sobre o compositor, gravações de obras de Gershwin com a Filarmônica de NY, com um grupo de jazz comandado pelo pianista e arranjador Dick Hyman, interpretações dos pianistas Peter Nero e Earl Wild acompanhados pela Orquestra Boston Pops. Destaque especial para a ópera Porgy and Bess, estreada em 1935, com gravações da orquestra do estúdio Verve comandada por Russell Garcia e interpretações de Kiri Te Kanawa e Ella Fitzgerald.



Escrito por Magaly Prado às 18h11
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Lojas desligam rádios e TVs para evitar cobrança do Ecad

MIGUEL ARCANJO PRADO, da Folha Online - Virou coisa rara escutar música dentro de loja, bar ou restaurante, ou mesmo assistir a uma partida de futebol nos botecos de Jaboticabal, 344 km noroeste de São Paulo.

O motivo para o sumiço dos aparelhos de rádio e de TV dos estabelecimentos é a chegada na cidade de Maria do Carmo Chioda, a representante do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) que faz campanha ferrenha na cobrança dos direitos autorais.

De acordo com a lei 9.610/98, que rege os direitos autorais no país, estabelecimentos que executam música para o público, mesmo por meio de aparelhos de rádio ou de TV, precisam pagar a taxa determinada pelo Ecad, cujo valor varia de acordo com a metragem de construção.

Segundo a Associação Comercial, Industrial e Agronegócios de Jaboticabal, uma loja de 44 metros quadrados, por exemplo, pagaria R$ 58,96 por mês de direitos autorais. O dono de uma loja com 70 metros quadrados teria que desembolsar um pouco mais: R$ 93,80 por mês. Já o proprietário de um estabelecimento com 90 metros quadrados teria que pagar R$ 120,60 para o Ecad.

Medo

Com medo de serem multados, os comerciantes jaboticabalenses sumiram com os aparelhos de rádio e de TV de suas lojas. Na da rede Magazine Luiza, na rua Rui Barbosa, no Centro, o DVD de Ivete Sangalo costumava tocar "o dia inteiro", segundo uma moradora, que preferiu não se identificar. Agora, consumidores e vendedores só escutam a rádio interna da rede.

"A representante do Ecad já chegou aqui querendo receber. Eu acho muito chato isso, porque a loja fica morta. Antes, era comum os vendedores tocarem os DVDs que o povo gosta, como os da Ivete [Sangalo] e do Zezé di Camargo & Luciano. Com essa cobrança, resolvemos não tocar mais. Nossa vantagem é que temos a rádio interna do Magazine [Luiza]. As outras lojas, nem isso", afirmou à Folha Online Fernando Barros, gestor do Magazine Luiza.

Cidade silenciosa

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaboticabal, Luiz Gonzaga Beraldo, também não gostou da cobrança.

"Sabemos que o Ecad está respaldado pela lei, mas o que acontece é que em Jaboticabal nunca houve cobrança desse tipo e a maneira que essa cobrança é feita é inviável para nós comerciantes", declarou à Folha Online.

"Eu mesmo estou sem o som da minha loja [a Perfumaria Beraldo, no Centro]. Ela tem 264 metros quadrados e então teria que pagar por mês algo em torno de R$ 300. Isso é muito caro! Nossos comerciantes estão aterrorizados. Nossa cidade vai ficar calada", afirmou Beraldo.

Jaboticabal tem cerca de 2.300 lojistas. "Se o Ecad cobrasse algo em torno de R$ 20 de cada um já teria um excelente faturamento", sugere o presidente da CDL. "Queremos negociar. Ainda tenho esperança de chegarmos a algum acordo. Senão, é o que já falei, a cidade vai se calar."

Outro lado

A Folha Online conversou com o gerente do escritório do Ecad em Ribeirão Preto (SP), responsável pela cidade de Jaboticabal, Alvino de Souza. Ele informou que a cobrança da taxa do Ecad é feita conforme a lei e que isso não pode ser mudado. Ele contou que Maria do Carmo Chioda é contratada por Jeyner Batista Macri, o representante do Ecad em Jaboticabal desde 27 de agosto deste ano.

"Está tudo na lei 9.610/98, no artigo 68. Lá, está bem claro quem tem que pagar. Estamos fazendo um trabalho de conscientização junto aos comerciantes sobre a importância da música dentro do estabelecimento", disse.

"É feito um cadastro e ele [o comerciante] paga mensalmente. O dinheiro vai para os autores das músicas executadas, já que o Ecad recebe essa lista das rádios e emissoras de TV e, além disso, temos serviço de escuta", afirmou Souza.

O gerente do Ecad disse que quem não pagar e continuar executando música na loja pode ser processado judicialmente. Sobre a possibilidade de negociação dos valores cobrados, ele afirmou: "Não tem como mexer no que está previsto em lei."

Em Jaboticabal, cada estabelecimento comercial onde houver execução pública de música deve pagar R$ 13,39 por mês para cada dez metros quadrados de área de circulação e atendimento ao público. Em São Paulo, esse valor é maior. Segundo Souza, na capital paulista a taxa é de R$ 19,12 por mês para cada dez metros quadrados de área de circulação e atendimento ao público do estabelecimento comercial.

Saiba mais

O Ecad é uma sociedade civil privada que tem por objetivo centralizar a arrecadação e a distribuição dos direitos autorais de execução pública musical. O órgão foi criado em 1973.

Ele representa todos os titulares de obras musicais, como autores, intérpretes, produtores fonográficos, músicos e editores nacionais e estrangeiros filiados. A cobrança das taxas é respaldada pela lei 9.610/98.

Em 2005, o Ecad alterou a forma como recolhe e distribui os valores de obras musicais executadas nas rádios, e tornou o pagamento regional, para não prejudicar artistas fora do Rio e de São Paulo.

Além de funcionários próprios, o Ecad contrata serviço de empresas terceirizadas --como é o caso em Jaboticabal. Nos últimos anos, o órgão tem intensificado a fiscalização no cumprimento da lei de direitos autorais.

Para receber os direitos autorais do Ecad, o compositor precisa estar ligado às associações que integram o Ecad, como a Abramus (Associação Brasileira de Música), a Amar (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes) ou a Sbacem (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música).



Escrito por Magaly Prado às 14h47
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ESTÁGIO NO SISTEMA GLOBO DE RÁDIO

 

Do site da Rádio Globo- Coloque em prática toda a sua criatividade, energia e talento. Venha participar do processo seletivo para o Programa de Estágio 2009 do Sistema Globo de Rádio, um dos maiores grupos de comunicação do país.

O Sistema Globo de Rádio está presente nas maiores regiões metropolitanas do País, com emissoras próprias e afiliadas. As emissoras próprias estão localizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte e em Brasília. Tem aproximadamente 700 funcionários e sua área de atuação é a prestação de serviços de radiodifusão. Mais informações aqui

 

 



Escrito por Magaly Prado às 13h47
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ALPHA FM promove espetáculo musical inspirado no Pink Floyd

 

A ALPHA FM promove mais um show inédito no Brasil. Reconhecida pelas atrações musicais em apresentações e espetáculos de grande sucesso que já passaram pela rádio, a emissora inova com um espetáculo musical diferenciado que será apresentado em outubro.

 

Desta vez, a banda convidada é The End. O grupo argentino é conhecido mundialmente por realizar espetáculos incríveis que buscam transmitir o espírito da música de uma das bandas mais influentes da história do rock, o Pink Floyd.

 

Pink Floyd é até hoje considerada uma das maiores bandas de rock do mundo. Desde a década de 70 produz uma música progressiva, repleta de artefatos psicodélicos e experimentalismos, admirada por centenas de milhares de fãs.

 

 

O The End não fará um show cover da banda inglesa, e sim uma apresentação que aproxime o público e crie uma identificação entre o espetáculo musical e a platéia, para emocionar, vivendo e desfrutando “o melhor do Pink Floyd ao vivo”.

 

O espetáculo é um sucesso de crítica no mundo inteiro, pelo nível musical e cênico do show, o que consolida a banda The End como a que melhor transmite o legado de Pink Floyd.(Por Luiza Neves)



Escrito por Magaly Prado às 10h42
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Pesquisa mostra que setor de rádio faturou R$ 1,6 bi em 2007

LORENNA RODRIGUES, da Folha Online, em Brasília

As emissoras de rádio de todo o Brasil faturaram R$ 1,67 bilhão em 2007. Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a venda de espaço publicitário foi responsável por R$ 1,49 bilhão.

 

"O resultado surpreendeu pelo volume e pelo crescimento comparativo a dados tradicionais. No nosso entendimento é que o dado de faturamento reflete o mercado publicitário.Esses dados vão subsidiar o trabalho da Abert no Executivo e Legislativo com vistas aos inúmeros projetos de lei que vedam publicidade e que nos obrigam a vincular espaços obrigatórios para outras questões", afirmou o presidente da Abert, Daniel Slaviero.

 

É a primeira vez que a Abert promove a pesquisa. Os dados mostraram que o comércio varejista é o principal anunciante e corresponde a 45% do total de receitas do setor. Já a propaganda governamental (federal, estadual e municipal) responde por 17,8% da receita, seguida pelo setor de telecomunicações (8,2%), perfumaria e farmácia (7%) e financeiro (6,6%).

 

Apesar de o comércio varejista ser o grande anunciante em todas as regiões do país, a pesquisa mostrou diferenças na comercialização do espaço publicitário nas diversas regiões do país. No Nordeste e Norte, por exemplo, o governo estadual é o segundo maior anunciante, sendo responsável por 18,2% e 14,7% da receita respectivamente. Já no Centro-Oeste, os governos municipais têm papéis de destaque, respondendo por 18,7% da receita.

 

No Sudeste, há uma participação menor do setor público e uma atuação importante das áreas de perfumaria e farmácia (9,2%) e financeira (8,3%). No Sul, o destaque é o setor de telecomunicações, com 10,9% da receita.

 

Do total de receitas do setor, 58,2% é de publicidade via agência, enquanto 31% é de publicidade contratada diretamente na emissora. No Sudeste, o total via agência chega a 64,8% no Sudeste e 67, 8% no Centro-Oeste. Por outro lado, no Sul, o total contratado diretamente das emissoras é de 40,2% e, no Nordeste, 32,8%.

 

Programação

Outro dado da pesquisa que surpreendeu a associação foi em relação à veiculação de música nacional no rádio. Nas rádio FM, a música nacional corresponde a 37,5% da programação, seguida por programas de variedade, com 20,3%, música estrangeira, com 17,8%, e jornalismo, com 9,3%.

No caso das emissoras AM, os programas de variedade são o carro-chefe da grade de programação, com 24,4%, seguido por música nacional, com 21,1%, jornalismo, com 17,5%, e religioso, com 14,4%.

 

'No nosso entender, esse percentual de musica é altamente positivo. Há uma lenda de que o rádio não toca musica brasileira. A pesquisa mostra que a presença é alta, sólida e consistente, não precisa haver demanda para aumentar, toca-se o que o povo quer ouvir e musica brasileira é o que vende', afirmou o diretor-executivo da Abert, Flávio Cavalcanti Júnior.

 

Nas emissoras FM, o Norte é a região que dedica maior parte da sua programação à música nacional, com 44% da grade. Em seguida está o Sudeste (37,7%) e Sul (37,6%).

 

Rádio digital

Até o dia 15 do próximo mês, a Abert entregará ao governo um relatório com os resultados dos testes feitos para a implementação do rádio digital no Brasil. Ele adiantou que os testes mostram que apenas o chamado padrão norte-americano (Iboc) poderia ser adotado para que as emissoras AM e FM operem na mesma banda. A expectativa da Abert é de que até o fim do ano o governo possa ter feito a opção do padrão que será adotado no rádio digital, para que as emissoras comecem a fazer a transição.

 

'Nos primeiros 24 meses, entendemos que não haverá incremento de publicidade com a adoção do radio digital. O incremento da receita virá na medida em que o rádio possa fazer novos serviços, como transmissão de dados e multiprogramação. Não é um movimento de curto prazo', completou.

 

O custo para a digitalização das emissoras é de US$ 80 a US$ 120 mil e, segundo Slaviero, as rádios, principalmente as menores, precisarão de um programa de financiamento.



Escrito por Magaly Prado às 01h07
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A DIRETORA-EXECUTIVA DA REDE CBN DE RÁDIO, MARIZA TAVARES, ESCREVE POEMAS NAS HORAS VAGAS

 

 

Mariza Tavares lança seu segundo livro de poesias (de que eu tenho notícia, claro) no dia 7 de outubro, na livraria Cultura do conjunto Nacional, na avenida paulista, 2.073. Mariza tavares é diretora-executiva de jornalismo da Rede CBN de Rádio.

 

E por falar em CBN:

CBN recebe Washington Olivetto no "Fim de Expediente"

A participação do ex-jogador de futebol Sócrates, conforme divulgado anteriormente, foi cancelada

 

No dia 26 de setembro, sexta-feira, o programa "Fim de Expediente" recebe o publicitário Washington Olivetto, criador e presidente da agência de propaganda W/Brasil. A edição especial será transmitida ao vivo pela rádio CBN (SP: 90,5 FM/ 780 AM), entre 19H e 20H, direto do teatro Eva Herz da Livraria Cultura Conjunto Nacional, em São Paulo (Av. Paulista, 2.073).

 

 

No comando do programa está o ator Dan Stulbach que, ao lado do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina, fala sobre política, economia, cultura, esportes e comportamento.(da assessoria de imprensa do Sistema Globo de Rádio)

 



Escrito por Magaly Prado às 15h34
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MÍDIA DE DEUS - Estado laico e radiodifusão religiosa

O artigo de Lima serve muito para pensarmos na atual situação das rádios brasileiras com as emissoras religiosas.

 

Por Venício A. de Lima

Estado e Igreja católica sempre estiveram muito próximos no Brasil.. Herdamos dos colonizadores portugueses esse vínculo e não foi por acaso que fomos chamados de "Terra de Santa Cruz" e o primeiro ato solene em solo brasileiro tenha sido a celebração de uma missa.

 

A Constituição outorgada de 1824 estabelecia o catolicismo como religião oficial do Império. Essa condição perdurou até o início da República, quando Deodoro da Fonseca assinou o Decreto 119-A, de 7 de janeiro de 1890 (disponível aqui). Desde então, instaurou-se a separação entre Igreja e Estado e nos tornamos, do ponto de vista legal, um Estado laico (do latim laicus, isto é, leigo, secular, neutro, por oposição a eclesiástico, religioso).

 

Embora no Preâmbulo da Constituição de 1988 conste que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus", o inciso I do artigo 19, é claro:

"Artigo 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público."

Comercialização do horário nobre

É exatamente por ser a Constituição de um Estado laico – e em coerência com o Artigo 19 – que a alínea b, do inciso VI, do artigo 150 proíbe a tributação sobre "templos de qualquer culto" para não "embaraçar-lhes o funcionamento" do ponto de vista financeiro.

 

Esta breve introdução histórico-legal vem a propósito de notícias que têm sido veiculadas na grande mídia nessas últimas semanas.

O jornalista Daniel Castro, por exemplo, informa em sua coluna "Outro Canal" na Folha de S.Paulo (18/9/2008):

"A Band se abriu de vez para o mercado da fé. No mês passado, vendeu 22 horas da grade da Rede 21, emissora do mesmo grupo, para a Igreja Mundial do Poder de Deus. O negócio deverá render à TV R$ 420 milhões nos próximos cinco anos.

Desde o último dia 1º, o Ministério (sic) Silas Malafaia (Assembléia de Deus) ocupa a grade da Band da 1h30 às 7h. Pagará cerca de R$ 7 milhões por mês ou R$ 336 milhões em quatro anos (duração do contrato)".

A Igreja Mundial do Poder de Deus, além das 22 horas semanais na Rede 21, já veicula seus programas na RedeTV! e na Rede Boas Novas, esta vinculada à Igreja Evangélica Assembléia de Deus (IAD), que controla 36 emissoras de televisão, sendo sete em VHF e 29 em UHF, em 24 estados e no Distrito Federal.

A Band comercializa também boa parte de seu horário nobre com a Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), do pastor R. R. Soares, na telinha diariamente como resultado de um contrato que se estima girar em torno de 5 milhões de reais/mês. Esta igreja controla 85 canais de televisão, sendo que 77 em UHF, sete em VHF e um canal a cabo, em 24 estados [dados sobre a IAD e a IIGD coletados por Valdemar Figueredo Filho para dezembro de 2006].

 

Sublocação de serviço público

 

Segundo Daniel Castro, "a Band (rede de televisão) tem hoje 40 horas e 30 minutos de programação religiosa por semana, apenas três a menos do que a Record, que pertence à Igreja Universal. A campeã de aluguel de horário a igrejas é a Rede TV!. Tem 58 horas semanais de orações e exorcismos".

 

E mais: a Rede SBT – a única que ainda não veicula programação religiosa – recebeu, pelo menos, uma proposta do missionário R. R. Soares, o mesmo que está no horário nobre da Band todos os dias.

 

Diante das evidências – que não se restringem aos dados citados e envolvem tanto igrejas evangélicas como católicas – não há como escapar de duas questões que, leiga e ousadamente, gostaria que fossem consideradas como "constitucionais":

 

Primeiro, é correto (no sentido de legal) que grupos privados possam negociar e auferir lucro do aluguel, sublocação (ou seria subconcessão?) de "partes" de um serviço público que lhes foi outorgado pelo Estado?

 

Segundo, retorno à pergunta já feita em texto recente publicado neste Observatório (ver "O coronelismo eletrônico evangélico"): um serviço público que, por definição, deve estar "a serviço" de toda a população, pode continuar a atender interesses particulares de qualquer natureza – inclusive, ou sobretudo, religiosos? Ou, de forma mais direta: se a radiodifusão é um serviço público cuja exploração é concedida pelo Estado (laico), pode esse serviço ser utilizado para proselitismo religioso?

 

E, por fim, uma curiosidade: a Lei 9.612/1998 proíbe o proselitismo de qualquer natureza (§ 1º do artigo 4º) nas rádios comunitárias. Será que a norma que vale para as outorgas desse serviço público de radiodifusão não deveria valer também para as emissoras de rádio e de televisão pagas e/ou abertas?



Escrito por Magaly Prado às 10h25
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TERRITÓRIO INDEPENDENTE LOGO MAIS NA USP FM DE SÃO PAULO

Nesta quarta, 24 de setembro, o TERRITÓRIO INDEPENDENTE, programa criado, produzido e apresentado pelo jornalista, radialista e produtor musical Toninho Spessoto e que vai ao ar semanalmente pela USP FM, de São Paulo, trará mais exemplos do melhor da música brasileira feita por vias independentes.

No roteiro, entre outros intérpretes, o grupo vocal Folia de 3, formado pelas cantoras Marianna Leporace, Eliane Tassis e Cacala Carvalho, o cantor e compositor Zé Alexandre e a dupla formada por Xangai e Juraíldes da Cruz, além de gravação exclusiva com a cantora Iris Salvagnini e o violonista Luca Bulgarini. Confira o repertório:

NÓIS É JÉCA, MAIS É JÓIA - Juraíldes da Cruz & Xangai
CIRANDA DO TEMPO - Zé Alexandre
PORTEIRA - Zé Helder
MATINAL - Iuri Salvagnini
CARTOMANTE - Folia de 3
AMORES PASSAGEIROS - Márcio de Camillo
PREPARANDO A CANÇÃO - Paulinho Tapajós
FORAGIDA - Marcus Lima
COMOVIDA - Luhli
TRISTE BERRANTE - Solange Maria & Adauto Santos
O RETORNO DAS ÁGUAS - Camiranga
PARQUE DA ÁGUA BRANCA - Iris Salvagnini & Luca Bulgarini


TERRITÓRIO INDEPENDENTE - na madrugada de quarta para quinta, à meia-noite,
pela USP FM
Produção e Apresentação: Toninho Spessoto
93,7 MHz - São Paulo
107,9 MHz - Ribeirão Preto



Escrito por Magaly Prado às 23h54
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RÁDIO GLOBO AM ESTRÉIA PROJETO EM UNIVERSIDADES

   

 

A Rádio Globo AM (1.100) dá início hoje, em São Paulo, ao projeto Globo Esportivo nas Universidades. Na edição de estréia, o Globomóvel, estúdio móvel da emissora, estará no campus da Universidade Metodista de São Bernardo do Campo para transmitir ao vivo o programa “Globo Esportivo”, entre 18h e 20h. Com apresentação de Oscar Ulisses e a participação especial de Caio, ex-jogador de futebol e comentarista da TV Globo, o programa vai contar com a participação dos alunos e espectadores que estiverem no campus, acompanhando os bastidores da produção.

Globo Esportivo nas Universidades estreou recentemente em Belo Horizonte e já é sucesso no Rio de Janeiro, onde as instituições de ensino estimulam a participação dos estudantes – sobretudo de Comunicação – no projeto. A estréia em São Paulo será transmitida em vídeo pelo site da Universidade Metodista. (Fonte: Sistema Globo de Rádio)

 

***

 

Na Metodista, o programa Globo Esportivo terá a participação dos integrantes do programa  “Metô Gol”: Tonhão Strinni e Duda Carlini, ao vivo e direto do Anfiteatro Sigma do campus Rudge Ramos, retransmitido pela Rádio Metodista on line.

 

É possível acompanhar o programa pela Rádio Metodista, radio.metodista.br, à partir das 19h45min, ou pelo site da Rádio Globo, à partir das 18h, com Oscar Ulisses e Eduardo Borga, docente da UMESP.(com informações da Metodista)



Escrito por Magaly Prado às 16h50
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NOOVIDADES NA NOORADIO




Escrito por Magaly Prado às 15h41
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TETSUO KOGAWA NO RADIALX

DICA e TEXTO DE LILIAN ZAREMBA

Ao mesmo tempo em que é lançado no Brasil pela editora Insular o segundo volume do livro   TEORIAS DO RÁDIO     no qual traduzi e apresentei o texto   RUMO AO RÁDIO POLIMORFO   escrito por  TETSUO KOGAWA    vejo o filósofo, professor, construtor de micro FMs e pensador original sobre comunicação, presente no evento RADIALX   em Portugal . vejam abaixo  

                     

Tetsuo Kogawa viveu vários anos em Nova Iorque depois de estudar filosofia nas universidades de Sophia (Tokyo) e Waseda. Deu aulas na Universidade de Wako e na Faculdade de Belas-Artes de Musashino e, actualmente, trabalha como Professor de multimédia experimental no Departamento de Comunicação Social da Universidade de Keizai, em Tóquio. Kogawa foi um dos primeiros defensores da rádio livre no Japão, e a sua abordagem ecléctica, que envolve criticismo, espectáculo e activismo, é sobejamente conhecida. Escreveu mais de 30 livros e inúmeros artigos sobre rádio arte, média, cinema, espaço urbano e micropolítica. Organizou várias sessões de formação prática (de carácter artístico, mas úteis) sobre a construção de transmissores Mini FM e micro rádio, que apresentou em várias cidades no Canadá, nos EUA e na Europa. Nos seus projectos mais recentes, como "Radio Party", "Translocal Palimpsest" e "Radio Kinesonus", começou a combinar a estética experimental e pirata da tecnologia do Mini Fm e da micro rádio com o fluxo de média pela Internet. Outras fontes: The Banff Center, Western Front, Next Five Minutes, Bauhaus University, Kunstradio, Tate Modern, Walker Art Center, Govett-Brewster Art Gallery etc.

    RADIALX        has started transmitting!
RADIO ZERO SPECIAL BROADCAST : 24 hours of the world's best
radio art
for 9 days. Broadcast table is here:
http://radialx.radiozero.pt/broadcasts.html

see the full program below or in the website: http://radialx.radiozero.pt/


   
RadiaLX
    art radio festival
    Lisbon 20-28 September 2008 

New And Forgotten Ways of Making Radio
http://radialx.radiozero.pt

RadiaLx 2008 is a international radio art festival and takes place
between 20-28 September 2008 in Lisbon, Portugal gathered in an
international set of groundbreaking artists, instigators and
producers, delivering public interventions, performances, workshops,
live radio broadcasts, discussions and conferences.

Initiated from the need to discuss and expand the ideas around radio
as an active social enhancer and as an alternative against the
retinian paradigms that sorround us, it Intersects multiple approaches
and genders to achieve participative and social awareness,

Under the motto "new and forgotten ways of making radio", RadiaLx2008
brings together new and old, allowing different forms of participation
to emerge, melt and overlap in virtual and traditional broadcast
interaction, redefining radio's own identity and interaction range.

  
RADIO ZERO SPECIAL BROADCAST: 24 hours of the world's best radio art for 9 days     

From the 20th to the 28th a special broacast will present art radio projects and programs submited to the festival through a worldwide
open call initiative. The conferences, concerts and performances happening during the festival can be followed through this special
stream, a realization of the Radia network with participation of several international and local artists.

On AIR:
http://www.radiozero.pt
STREAM: http://www.radiozero.pt/ouvir
EVENTS: http://radialx.radiozero.pt/eventos_en.html
BROADCASTS: http://radialx.radiozero.pt/broadcasts.html
VENUES: Goethe-Institute Portugal Em Lisboa | Fabrica Braco De Prata |
Aeist & Ist

WORKSHOPS

RADIO OPEN-SOURCE SOFTWARE
23.09 | 15:00 | Instituto Superior Técnico
Pit Schultz, Setup, configure and manage a bakyard radio node.

   BUILD A MICRO FM TRANSMITTER                                                                       
24.09 | 15:00 | Instituto Superior Técnico                                                          
     Tetsuo Kogawa  , Learn how to build a small FM transmiter with cheap  
parts and start broadcasting yourself on the airwaves! 

FIELD-RECORDINGS: SITE-SPECIFIC SOUND EXPLORATIONS
25 to 27.09 | 14:00 | Instituto Superior Técnico
Patrick McGinley, This workshop will introduce concepts of deep
environmental listening through an exploration of our immediate
surroundings.more

INSTALLATION

RESPIRE
24-27.09 | Fábrica Braço de Prata
Anna Friz, Respire is realized as a multi-channel array of FM
receivers and micro-watt transmitters, that constructs an immersive,
dynamic sonic environment. more

PERFORMANCES/CONCERTS

A SILENT FILM ON THE RADIO
23.09 | 20.00 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa
Screening of Ernst Lubitsch silent film, "Ich möchte kein Mann sein",
with original sound effects from Xentos Fray Bentos, live narration by
Alexandra Varela off an original text by herself and Ricardo Reis.
Live broadcast at Rádio Zero.

CONCERTS
Michael Fischer | Lale Rodgarkia-Dara | Stephan Roth
23.09 | 19.30 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa

Noid | André Gonçalves
24.09 | 19.30 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa

ANNA FRIZ | XENTOS FRAY BENTOS | JAY NEEDHAM | GILLES AUBRY
26.09 | 22.30 | Fábrica Braço de Prata

SARAH WASHINGTON | KNUT AUFERMANN | MIKE COOPER | PATRICK MCGINLEY |
PAULO RAPOSO
27.09 | 22.30 | Fábrica Braço de Prata

CONCERTOS IN THE RADIO ZERO STUDIO
Gilles Aubry, Nuno Morão, Pedro Lopes, Francisco Janes, Ri Chaves,
Travassos, and many more


CONFERENCES

    MICRO FM                                                                         
 23.09 | 18.30 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa  
           Tetsuo Kogawa                                                      


RADIO: RE-INVENTION AND LOCALITY
24.09 | 18.30 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa
Ed Baxter | Diana McCarty | João Almeida
The global village is changing the landscape and fusing reference
points (the same music, food, brands are everywhere). Radio, as a
social medium, has a chance, more than ever, to re-invent itself and
focus more on becoming a catalist for local cultural actions and
promotion. New local radio movements, opened up to artists, have make
themselfs more noticed these last years under this same focus.
National Radios dedicated to culture have also, comming from another
angle, started to work under this ideas.

TECNOLOGY AND RADIO MUTATION
25.09 | 18.30 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa
Pit Schultz | Anna Friz | Paula Cordeiro
The internet and spin-off technologies enforce new ways of thinking
about radio. They have added new ways for radio to reach listeners and
lowered barriers for radio creation and transmission. So, how does
these are being used by artists and what new approaches to radio are
being pursued. In fact, in this new context, what is Radio?

APRESENTAÇÃO DE PROJECTOS RECENTES
26.09 | 17.00 | Goethe-Institut Portugal em Lisboa
Jay Needham | Knut Aufermann | Sarah Washington
Two talks about recent art radio projects.

RADIO PICNIC
24.09 | 12.00 | Jardim do Torel
Paulo Raposo | Patrick McGinley | Gilles Aubry | Jay Needham &
everyone else who joins in (bring drinks and sandwiches!) (location)

ONLINE PROJECT
Soa-te a ISTo
http://soa-te.radiozero.pt An ongoing online project aimed at making a
sound portrait of IST. (more)

RADIA MEETING
20-21.09 |
http://www.radia.fm
The representatives of the Radia radio stations will meet, planning
2009 radio art initiatives to wake up public awareness to Radio
experimentation. During the festival they will be actively engaged on
the different activities - performances, workshops and conferences.

TEAM

Production and curating: Ricardo Reis and Paulo Raposo
Production assistants: Miguel Santos, Diana Caldeira Guerra
Technical: Equipa Rádio Zero
Design: Unidade Gráfica
Web Design: Paulo Raposo, Carlos Santos (Spoon Design)

CONTACTS:

RÁDIO ZERO
IST, Av. Rovisco Pais
radio (a) radiozero.pt | www.radiozero.pt

SIRR
sirr (a) sirr-ecords.com | www.sirr-ecords.com

RADIA.FM 
http://www.radia.fm

VENUES:

GOETHE-INSTITUT PORTUGAL EM LISBOA
Campo dos Mártires da Pátria, 37
info(a)lissabon.goethe.org | www.goethe.de/lisboa

FÁBRICA BRAÇO DE PRATA
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1
(em frente aos Correios do Poço do Bispo)
bracodeprata (a) gmail.com | www.bracodeprata.org


AEIST & IST
Av. Rovisco Pais



Escrito por Magaly Prado às 16h52
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Música em fluxo: programas que simulam rádios e a experiência estética em redes telemáticas

O ato de escutar música é uma das mais antigas atividades humanas. Dos primitivos toques em tambores, passando pelo canto e pela dança, a música acompanha a humanidade nas suas origens. A música tem função fundamental na formação de grupos e atua muitas vezes como elemento de aglutinação social e definição da identidade. Na cultura oriental, a música é vista como um instrumento para alcançar, através das vibrações e do ritmo, um estado ampliado de consciência em harmonia com os movimentos cíclicos da vida cósmica. Na Antigüidade, os gregos valorizavam a escuta da música, por seus poderes terapêuticos, ou como elemento de aperfeiçoamento e elevação de caráter. Platão relacionou determinadas formas musicais às funções do homem na cidade. Além disso, na Grécia Antiga, distinguiam-se três estilos musicais: o modo dórico, um estilo agressivo que tinha por objetivo estimular a coragem; o modo lídio, inspirador de recolhimento e reflexão; o modo frígio, que exaltava os sentimentos românticos (Chevalier, 2002:627). Na Idade Média, a escuta da música perpassava vários momentos da cultura, indo de festas populares a momentos mais solenes das evocações e cânticos religiosos (Leão, 2007:69). Nos períodos renascentista e moderno, a música também aparece como elemento de linguagem fundamental na expressão de valores da cultura, assim como dos estados de ânimo (tanto no sentido individual como nos grupos e sociedades).

 

As relações entre o ato de escutar música e os seus suportes estão passando por grandes transformações nos últimos anos. Dos discos de vinil, às fitas cassetes, CDs, chegamos hoje às práticas de compartilhamento de arquivos e uso de programas que organizam listagens de músicas como o iTunes, o Winamp etc. As músicas se tornam portáteis, executáveis através de aparatos. Na evolução, temos os rádios a pilha, o walkman e mais recentemente os tocadores de arquivos musicais (como o I-pod, entre outros) e, nos últimos anos, os aparelhos de telefones celulares. Nessas passagens, o ato de escutar música foi se transformando de tal maneira que uma reflexão crítica se faz necessária: quais são as características do ato de escutar música na cultura das redes?

O contexto: cultura em rede

A cultura digital e das redes atravessa, há alguns anos, uma etapa transformadora. A convergência de diferentes mídias, a utilização da web como plataforma e o surgimento de tecnologias que estimulam o compartilhamento de dados e as práticas colaborativas são algumas das características que marcam esse momento. Se, nos anos 80 e 90 predominava o conceito de digitalização e com isso, a abstração dos dados, na cultura das redes, o foco são os grupos, as comunidades e os links (Leão, 2007:70). Alguns autores, evidenciando os aspectos distintivos dessa etapa, têm usado o termo web 2.0. Apesar de polêmico, o conceito ajuda a refletir sobre várias questões. Para o pesquisador Alex Primo[1], a web 2.0 é:

 

“A segunda geração de serviços online e caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. A web 2.0 refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços web, linguagem Ajax, web syndication etc.), mas também a um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador.” (Primo, 2006:s/p)

O precursor do termo, Tim O'Reilly, enfatiza que, nessa etapa, os aplicativos da www passam a utilizar os efeitos de rede e se tornam melhores quanto mais são usados pelas pessoas, catalisando o potencial de emergência da inteligência coletiva.

Na cultura das redes, várias lógicas e práticas se transformam. O surgimento de micro-públicos, por exemplo, é algo típico desse momento e aponta para novas realidades econômicas. Na lógica da Long Tail (“cauda longa”), serviços de web 2.0 vendem menos itens do mesmo produto, no entanto, vendem mais produtos diferentes. O conceito da cauda longa foi proposto por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, para descrever as transformações que as novas mídias estavam propiciando na economia. Antes das redes telemáticas, predominava um tipo de serviço no qual, para ser viável economicamente, os produtos buscavam um consumo de massa, quantitativo. Com as redes informacionais, um novo tipo de modelo de negócios no qual a oferta de produtos é praticamente ilimitada torna-se viável. Entre os exemplos, está o caso da livraria Amazon (Leão, 2007:70). Essa lógica está aumentando o acesso a conteúdos e produtos variados, assim como transformando hábitos de consumo e estilos de vida. Em paralelo a isso, novas formas de acesso a conteúdo e personalização vêm emergindo.

Nos anos recentes, os sistemas de utilização de tags (etiquetas ou palavras-chave) têm se tornado altamente populares. O tagueamento permite que os usuários adicionem palavras-chave para recursos da www, tais como websites, páginas, imagens, músicas etc. A vantagem das tags é que são personalizáveis, isto é, não precisam ser palavras institucionalizadas ou rótulos controlados ou pré-definidos. Por esse motivo, são sistemas de folksonomia, em contraste com as ordenações fixas da taxonomia. O termo folksonomia foi criado por Thomas Vander Wal, um designer da informação, e expressa um tipo de organização criada por pessoas. Assim, os sistemas de tagueamento são ferramentas com alto poder que estimulam conversações em comunidades ou grupos com interesses semelhantes, sendo simultaneamente flexíveis e adaptáveis aos fluxos dos discursos (Leão, 2007:71). Por meio de movimentos como repetições de tags, os grupos se identificam e constroem vocabulários com sutileza e precisão impossíveis de serem obtidas em taxonomias generalistas. Como veremos no decorrer do capítulo, as tags são bastante utilizadas nos sistemas sociais de música.

Estudos de caso

Programas que simulam estações de rádios e oferecem a possibilidade de escutar música proliferam nas redes telemáticas. São processos que incluem serviços para atrair o ouvinte internauta e poupá-lo do trabalho de garimpar músicas pela rede. O principal deles é um esquema automático que apresenta músicas similares ao gosto do usuário. Como isso acontece? Quando o usuário baixa o programa de uma dessas “rádios” (entre aspas porque não se trata exatamente de uma rádio nos moldes das emissoras, nem no dial e nem na internet) e passa a escolher músicas, esse usuário está mostrando seu perfil musical, com suas preferências e curiosidades. Ao clicar em gêneros e estilos musicais em uma nuvem de tags, faz um mapeamento de palavras-chave que também desenha sua predileção no cenário musical. Mais ainda, se o internauta disponibilizar seu arquivo “minhas músicas” ao programa, permitindo que o computador “leia” a sua lista no iTunes ou em qualquer outro tocador de som, a máquina traça imediatamente o perfil do gosto musical do usuário, baseado naquilo que ele já possui, e cria uma interface própria para ele.

Os sistemas sociais de música mais conhecidos e usados no Brasil são: Last.fm e Musicovery. Vale registrar que, no início de 2007, o programa até então mais acessado entre os brasileiros, o Pandora, saiu do ar por aqui, por questões de direitos autorais. Vamos nos ater aos dois primeiros.

Last.fm e a emergência da inteligência coletiva

 

O conceito de “inteligência coletiva”, tal como foi proposto por Pierre Lévy (1994), refere-se a um tipo de inteligência que emerge a partir da colaboração de vários indivíduos. Tal inteligência não poderia ser alcançada por um indivíduo sozinho. Para Lévy (1994), as novas tecnologias digitais e em rede podem estimular e valorizar a emergência da inteligência coletiva. Ao entrar pelo site de busca Google, a Last FM tem a seguinte apresentação na versão de Portugal: “A maior plataforma social de música do mundo. Mostre suas preferências, veja o que seus amigos estão ouvindo, ouça músicas novas e ganhe uma rádio pessoal”. A demonstração das músicas arquivadas vai de trechos de músicas, em uma espécie de preview, com 30 segundos ou mesmo a música inteira.

Outras, ainda são oferecidas para download gratuito. Nelas, dois botões começam a evidenciar o perfil do usuário. Ao clicar no botão “preferidas” ou no botão “banir”, o usuário filtra suas preferências desenhando seu perfil, progressivamente, através das afinidades e distinções. De posse dessas informações, determinadas pelo usuário, o software da Last.fm produz tabelas dinâmicas, mostrando as músicas mais ouvidas de determinado artista, as mais ouvidas por seus amigos, e por todos que ouvem a Last.fm, construindo um ambiente musical da rede em uma espécie de paradas musicais internas de meta-comunicação musical.

É um exemplo de input e output, quando o usuário entra com informações pessoais e a máquina devolve resultados a partir dos dados obtidos, como um processo de cognição computacional, em que a máquina interpreta os signos dos internautas. A partir desses dados, o software cruza informações e oferece diversos caminhos para se navegar. O primeiro refere-se a sugestões de músicas semelhantes aos gêneros escolhidos. Uma alternativa se encontra na opção: “executar músicas com a tag ...”. Nesse caso, surge uma barra lateral com uma série de tags que, de alguma maneira, se relacionam com a música ou músico escolhido. Um terceiro caminho coloca o internauta em contato com outros internautas, pois possibilita que se executem estações relacionadas. Nesse tópico, percebe-se a emergência de uma inteligência coletiva, pois ao acessar a rádio de um ouvinte que também escuta determinada música, aumentam as chances de o usuário encontrar outros tipos de músicas que lhe agradem. 

As tabelas, exemplos de como as máquinas são autoreprodutivas, são calculadas através de um filtro de algoritmo, permitindo que os usuários visualizem e pratiquem o compartilhamento de listagens de artistas que não estão listados no próprio perfil, mas aparecem em outros perfis de usuários com gosto musical semelhante, assim, o usuário tem “meio caminho andado” ao clicar nas músicas mostradas, pois, em tese, pode vir a gostar também. São fórmulas que criam outras fórmulas.

Um dos pontos altos não é apenas ter acesso à contextualização, recebendo informações dos artistas, discografias e fotografias, é também a possibilidade de escrever sobre eles, acrescentando ou editando informações, nos moldes de uma Wikipedia, a enciclopédia livre e colaborativa de textos com multiautorias. O outro ponto alto é poder participar de fóruns de debates sobre a música de quem o usuário está ouvindo. E descobrir semelhanças e correspondências. Quando experimenta escutar o que seus pares recomendaram e gosta das sugestões, o usuário pode ser persuadido e passa a escutar determinada indicação, colocando-a em sua lista de preferidas. Exatamente como uma causação eficiente.

O fato da Last.fm permitir que se saiba o que um rol de amigos ouve, facilita a procura de novas músicas (já que amigos podem ter gosto comum), e mais, atiça a curiosidade pelo critério artístico dos outros. É o mundo da bisbilhotice, tão em voga nos dias atuais, inaugurado pelos reality shows e pelos sites de relacionamento como Orkut, Face book etc. Assim, temos usuários com acesso ao que rodeia seus amigos, virtuais ou não, as comunidades traçando perfis de comportamento, reconhecendo signos semelhantes, combinados, recombinados, estimulando direcionamentos e ainda mostrando dados de representação icônica mais íntimos, como fotos e vídeos dos usuários em situações até mesmo íntimas ao som de suas músicas favoritas. A definição da própria Wikipedia já mostra a Last.fm não só como uma webradio e sim como “um site que abriga uma comunidade virtual, na qual são trocadas informações e recomendações sobre música”. Essas recomendações nem sempre são aceitas, passam por um processo contínuo de ativação e inibição, provocado toda vez que o usuário ouve determinada música ou a deleta.

A capacidade do usuário de recomendar manualmente músicas e tendências musicais do acervo da Last.fm é prática renovadora, se considerarmos a impossibilidade em rádios convencionais. Representação como a representação da representação. Ou ainda uma representação de circularidades. Há que se louvar a iniciativa de estimular o artista iniciante a colocar seu trabalho nela, pois a divulgação pela rede funciona como um verdadeiro marketing viral.

 



[1] Ouça Alex Primo no site  www.nooradio.com.br em audiopalestra sobre web 2.0.

De Magaly Prado e Lucia Leão. Leia mais sobre a Lastfm e sobre a Musicovery no artigo da Revista Líbero na íntegra aqui



Escrito por Magaly Prado às 16h03
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Rádio SulAmérica Trânsito cobre o tráfego da capital sob o olhar do usuário do transporte público

Na próxima semana a Rádio SulAmérica Trânsito vai acompanhar o tráfego da capital paulista de uma forma diferente: a repórter Maria Tereza Cruz irá percorrer a cidade utilizando apenas o transporte público.

 

 

 

A jornalista levará aos ouvintes informações como as condições de limpeza, organização e sinalização dos pontos de ônibus e das estações de trem e metrô de São Paulo. Ela também analisará as condições dos veículos, além de mencionar o tempo gasto no trajeto.

 

“Traçamos cinco rotas, uma para cada dia da semana, ligando diferentes regiões da capital e da Grande São Paulo. A idéia é falar do trânsito do ponto de vista do usuário do transporte público e mostrar quais são as vantagens e desvantagens em relação ao carro”, afirma Felipe Bueno, diretor da Rádio SulAmérica Trânsito.

 

A cobertura especial começa na próxima segunda-feira, dia 22, e segue até sexta-feira (26). A partir das 7h o ouvinte poderá acompanhar dois boletins ao vivo a cada hora cheia até que o percurso tenha sido completado pela repórter. No site. (informações da assessoria de imprensa do grupo Bandeirantes de Rádio) 



Escrito por Magaly Prado às 11h59
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Magaly Prado é jornalista, radiomaker, professora universitária e escritora. Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e bolsista da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior. É Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP, pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero, onde cursou Jornalismo e na qual ministra aulas de Produção de Rádio e Radiojornalismo II e pesquisa Publicidade no Rádio, no CIP –Centro Interdisciplinar de Pesquisa. Ministra também aulas de Linguagem Aplicada ao Audiovisual, Jornalismo On-line e Livro-Reportagem na FMU –Faculdades Metropolitanas Unidas– e Introdução ao Jornalismo na ESPM –Escola Superior de Propaganda e Marketing. É professora convidada do MBA de Rádio e TV da Universidade de Tuiuti do Paraná (UTP), no qual ministra Roteiro Avançado de Rádio. Publicou os livros "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier, em 2006, e “Webjornalismo” pela LTC/ GEN, em 2010, quando criou uma página com informações aumentadas em .
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