Busca mostra referências a ´Brazil´ nos discursos americanos
Apelidado de Gaudi, o Google Audio Indexing usa uma tecnologia que analisa as palavras ditas ao longo de um vídeo e as registra numa base de dados.
Assim, quando o usuário faz uma busca por um termo ou uma expressão, pode encontrar os vídeos em que estes termos são ditos e em que momento da gravação são proferidos.
Se o usuário deseja encontrar, por exemplo, uma declaração mais forte ao longo de um vídeo de muitos minutos, pode encontrar exatamente o momento em que tal declaração é dita, fazendo uma busca pela expressão.
Atualmente, o Gaudi só lê vídeos postados no canal de política do Google e no idioma inglês. Com o tempo, o Google pretende ampliar o uso da tecnologia em sua modesta missão de organizar a informação de toda a internet.
Uma busca pela palavra "Brazil" no Gaudi, por exemplo, exibe 10 resultados. Nos vídeos, políticos como o democrata Barack Obama e o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani fazem referências ao Brasil.
Na maior parte das ocorrências, o Brasil é citado como um parceiro estratégico na área da energia, em função da produção local de etanol e da descoberta de novas reservas de petróleo.
ESCUTA! EM BUSCA DE UM RÁDIO INVENTIVO - ATIVIDADES ARTÍSTICAS
E no Radioforum internacional que ocorreu essa semana em Londrina (PR), a radioasta Lilian Zaremba dá suas impressões.
Chico
uma das mais gratas surpresas que tive nos últimos tempos foi ouvir a música e ver a cena das últimas obras do músico brasileiro CHICO MELLO radicado há mais de vinte anos em Berlim, Alemanha. Chico deu um workshop e uma palestra no RÁDIO FORUM INTERNACIONAL que está se encerrando esta semana em Londrina. veio por solicitação de JANETE EL HAOULI organizadora deste impecável encontro, dando a oportunidade de divulgar inúmeros trabalhos que a despeito de todos os aparatos atuais das comunicações, não dispensam o conhecimento direto, como foi, assistir a incrivelmente ótima ópera de 36 minutos utilizando cena composta por atores-cantores, instrumentistas colocados em diferentes planos do cenário, vídeo e uma partitura inteligente, FATE a EIGHT ( Destino das Oito) sub-intitulada "Telebossa" , concebida por CHICO e CHRISTINA TAPPE foi apresentada em Berlim, em 2005. E porque ainda não está nos Teatros Municipais do Brasil ? acordem responsáveis!!
Chico lançou há pouco tempo DO LADO DA VOZ álbum em CD aonde exercita suas virtudes comentadas por Carlos Calado: ...insólito também é o pequeno dicionário poético, cujos verbetes Mello associa a cada faixa, no encarte do CD. O samba Mentir (de Noel Rosa), por exemplo, insinua uma fina definição de "ponto de vista": "é o ponto de onde se enxerga. Ao me deslocar no espaço enxergo o que o ponto me mostra. Quando o outro se desloca enxergo aquilo que os pontos me mostram. Uma mínima mudança de posição ou de tempo altera o ponto e a vista." Quem se dispuser a deixar um pouco de lado as redundâncias da música que estamos acostumados a ouvir diariamente e tentar escutá-la sob o criativo ponto de vista de Chico Mello só tem a ganhar.
Gerente da Rádio Globo media debate com candidatos à prefeitura
O Gerente Executivo e apresentador da Rádio Globo São Paulo e Rádio Globo Brasil, Marcus Aurélio de Carvalho, foi convidado para ser o mediador do debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, que o Movimento Nossa São Paulo realizará, na próxima segunda-feira, dia 22, como parte das atividades do Dia Mundial Sem Carro. O debate está marcado para as 10 horas, no SESC Consolação. No evento, o Movimento Nossa São Paulo vai apresentar os resultados da segunda edição de uma pesquisa exclusiva, encomendada ao IBOPE, sobre temas relacionados à poluição, qualidade de vida e locomoção na cidade de São Paulo.
Dentre as conclusões presentes no levantamento estão a queda da rejeição ao pedágio urbano na capital paulista e o apoio da maior parte dos entrevistados ao rodízio de dois dias. Fazendo uma comparação com a pesquisa anterior, em 2007, 84% das pessoas ouvidas eram contra e 13% a favor do pedágio urbano em SP. Já em 2008, 74% são contra e 24% a favor. Com relação ao rodízio de dois dias,em 2007, 56% eram contra e 41% a favor. Neste ano a situação mudou – 54% dos entrevistados são a favor e 43% são contra o rodízio de dois dias. Foram ouvidas 805 pessoas na capital paulista com mais de 16 anos, entre os dias 5 e 11 de setembro.
Outras conclusões da pesquisa Ibope serão divulgadas na próxima segunda-feira, a partir das 10 horas da manhã, como parte da programação especial para o Dia Mundial Sem Carro. A jornalista Mayanna Estevanim, do Amarelinho da Globo – carro de reportagem da emissora – fará a cobertura ao vivo do evento no programa Manhã da Globo, apresentado por Laércio Maciel, inclusive com o resumo do debate com os candidatos, mediado por Marcus Aurélio.(Fonte: Sistema Globo de Rádio)
RADIOFORUM - EM BUSCA DE UM RÁDIO INVENTIVO - ENCONTRO INTERNACIONAL RÁDIO LIVRE CULTURAL ARTÍSTICO EDUCATIVO. ACABOU HOJE EM LONDRINA (PR)
ESCUTA! - Muita troca de idéias e discussões interessantes entre 14 e 19 de setembro. Durante as mesas de debate e, principalmente, fora delas, quando dá mais tempo de conversar. Ponto alto foi a semana de oficinas de radioarte com o finlandês Harri Huhtamaki. The Culture os listening. Radio feature as a creative acoustic example.
A organizadora do Forum, Janete El Haouli e Harri Huhtamaki
PROGRAMA DE ESTUDANTE NA CULTURA AM DE SP, A REDE CULTURA BRASIL
Veja recado das minhas queridas alunas de Jornalismo da Uniban:
Olá, pessoal! Tivemos a felicidade do “Boletim Brasil Histórico – um link entre a atualidade e a história nacional”, que produzimos no ano passado, ser selecionado para a grade de programação do Programa do Estudante 2008 da Rádio Cultura Brasil AM 1200 Khz. Quem puder, ouça-o amanhã, 19/09, a partir das 13h, durante a estréia da edição 2008. O Boletim é a terceira transmissão da programação. Você pode ouvi-lo pelo rádio AM 1200 ou pela internetwww.radioculturabrasil.com.brwww.redeculturabrasil.com.br.
Veja a sinopse: O aumento do reconhecimento de comunidades quilombolas está causando conflitos por posse de terras. No Boletim Brasil Histórico, o historiador Tarcísio José Martins comenta o atual procedimento adotado pelo Estado para certificação de terras e comunidades remanescentes dos quilombos. www.redeculturabrasil.com.br./estudante/estudante-programacao2008.htm
Lilian Zaremba, direto de Londrina, onde acontece o Fórum de Rádio Circularadio, envia comentários, impressões e imagens para o Rádio Mirabilis.
... as cidades ainda guardam diferenças. para além de todo padrão urbano, de consumo (lojas vendendo celulares como se fosse água) de entretenimento, alguma coisa permanece diferente, nem que seja a simples existencia de uma... PAMONHARIA ! sim, uma loja dedicada a vender pamonha, sorvete e curau de milho. Irresistível como este boneco do outdoor. além disso LONDRINA é uma cidade plana, poucos prédios altos, poucos automóveis que entretanto, andam em baixa velocidade e respeitam os sinais...um por do sol vermelho no lado direito do horizonte e uma lua cheia crescendo no mesmo horizonte à esquerda... enquanto o diretor da Rádio Atelier, o finlandes HARRI HUHTAMÄKI (de camisa branca e casaco) admira a fachada da emissora de rádio londrina...!
... a pianista, compositora, pesquisadora e performer VERA TERRA em plena ação de seu belo concerto-palestra aonde foi possível ouvir peças de JOHN CAGE incluse uma utilizando três aparelhos de rádio, que serviu para abrir o Rádio Forum Internacional : em busca de um rádio inventivo.
ESTÚDIO AO VIVO RECEBE NX Zero para ouvintes da Transamérica Pop e Hits
O NX Zero é a próxima atração do Estúdio Ao Vivo que será transmitido simultaneamente via satélite para as redes Pop e Hits. Os roqueiros paulistas se apresentam no dia 23 de setembro, das 15h às 16h.
No repertório estarão os sucessos do grupo e músicas do segundo álbum chamado ‘Agora’.
O NX Zero e a Rádio Transamérica convidam 10 ouvintes, com um acompanhante cada, para conferir a atração ao vivo dentro do estúdio da rádio. Basta se inscrever no site www.transanet.com.br até o dia 22 de setembro. Quem não estiver entre os 20 selecionados vai poder acompanhar o programa sintonizando as rádios Transamérica Pop e Hits.
Além do vocalista Di Ferrero, a banda é formada pelo baterista Daniel Weksler, o Dani, o baixista Conrado Lancerotti Grandino, o Caco, e os guitarristas Leandro Franco da Rocha, o Gee, e Filipe Duarte Pereira Ricardo, o Fi.
"O segundo CD do NX Zero acabou de ser lançado e para muitos será a primeira vez que poderão ouvir os novos sucessos do grupo ao vivo", diz Ruy Balla, gerente artístico da Transamérica Pop.
O ouvinte das afiliadas pelo Brasil pode também participar do programa enviando perguntas para estudioaovivo@transanet.com.br e assistir o que acontece nos bastidores através do site www.transanet.com.br.
O Estúdio Ao Vivo já recebeu duas vezes o prêmio de "Melhor Programa de Música ao Vivo" pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). A Transamérica é uma das únicas rádios da América Latina com estrutura para este tipo de programação e já recebeu astros da música nacional e internacional desde 1990. Lisa Stansfield, Faith no More, Rick Martin, Inner Circle, Paralamas do Sucesso, Alanis Morissette, Roxette, Savage Garden e Skank foram alguns dos nomes que já marcaram presença tocando ao vivo para os ouvintes.
A Transamérica Pop é uma emissora direcionada a um público jovem de 20 a 34 anos com uma programação musical que destaca os gêneros pop, black e rock. Já a Transamérica Hits, a maior rede de rádios popular do país, apresenta uma programação mais eclética, com destaque para os grandes sucessos nacionais e internacionais.
SERVIÇO: Estúdio Ao Vivo Transamérica Pop e Hits NX Zero, dia 23, às 15h. Informações: 0300 789 8870 ou www.transanet.com.br (informações da assessoria da Transamérica)
Rádio é último bastião pró-Evo Morales na separatista Santa Cruz de La Sierra
Rodrigo Bertolotto Enviado especial do UOL Em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
As paredes da estação Integración, 102.3 FM, não mentem. Entre fotos de cantores e modelos de biquíni, lá estão vários pôsteres do presidente boliviano, com sua roupa típica do Altiplano. Mas os confrontos de rua nas últimas noites são a verdadeira prova da afiliação dos moradores do bairro popular Plan 3.000, onde mora a maioria dos partidários de Evo Morales na cidade de Santa Cruz de La Sierra.
Operador da rádio Integración
"Eles querem tomar a rádio, porque é a única voz do povo. Contratam delinqüentes e queimam nossas casas e lojas, mas aqui na estação não conseguem chegar", conta Eduardo Osinaga, diretor da rádio. Já foram quatro noites de guerra de rojões e troca de pedradas nas avenidas de acesso ao bairro mais pobre da próspera capital do Oriente boliviano.
Os autonomistas, jovens universitários de classe média, já lideraram a destruição das sedes locais da TVB, o canal estatal, e da rádio Pátria Nueva, que davam a versão de La Paz sobre a crise política no país. "Eles vêm aqui e nos chamam de 'índios de merda', falam que somos filhos de lhama e que devíamos ficar na montanha e comer pedra por lá", relata o líder do bairro Portugal Quispe, mostrando a componente racista dessa briga.
Há duas Bolívias, e o momento atual acentua suas diferenças. A do Oeste é um país em altitudes acima dos 2.000 metros, de maioria indígena, falando quéchua e aimará, com a capital La Paz como centro e cuja economia decaiu com o fim do ciclo do estanho.
Já sua área oriental, conhecida como Meia-Lua, é formada por departamentos (Estados) que ficam na planície da Amazônia, do Pantanal e do Chaco, tem forte presença de brancos e detém a maior parte dos recursos econômicos, como o gás (em Tarija, fronteira com Paraguai e Argentina) e o agronegócio (o departamento de Santa Cruz é responsável por um terço do PIB nacional).
"Divisão ou morte. Com essa negrada, não dá para conviver", sentencia Luis Alberto Argaz, membro do Comitê Cívico de Santa Cruz, entidade que reúne o empresariado e os comerciantes da região e tem forte tendência separatista. Pela cidade, vários pichações pedem a morte dos "collas", como são conhecidos os índios da montanha.
É desse choque que nasce o conflito atual. Afinal, a Bolívia da planície dominou a da montanha durante as últimas décadas, mas com a ascensão do "moreninho" Morales, ex-líder cocaleiro, ao poder isso mudou. Agora os dois lados disputam uma queda de braços por recursos dos impostos e o grau de autonomia das regiões. No último referendo de agosto isso ficou claro, com Morales ganhando no país, mas sendo minoria das áreas do Leste do território.
É uma grande minoria, afinal, os trabalhadores da planície são os migrantes do Altiplano, com 200 mil deles vivendo no lamacento e improvisado bairro de Plan 3.000, construído em 1983, após uma grande enchente arrasar favela em outra área da cidade. "Aqui é a síntese da Bolívia, todas as raças, todas as pobrezas", define Osinaga. No caminho para lá, várias barreiras feitas de montes de areias, pneus e troncos. As cinzas mostram as fogueiras das vigílias para conter as investidas dos rapazes ricos que pedem autonomia.
“Esses filhos dos oligarcas, dos latifundiários, dos contrabandistas tentam nos atacar. Mas nós estamos defendendo nosso território. E eles têm tanta coragem que contratam viciados em cola para vir destruir aqui. Pagam 200 bolivianos (cerca de R$ 40) para esses vândalos, pobres como a gente, mas sem visão para ver o que está acontecendo", dispara Hugo Kayo, outro líder do bairro popular.
Kayo sugere que todas as repartições públicas sejam transferidas para o bairro, afinal, por lá não seriam invadidas e destruídas como foram no centro de Santa Cruz. "Eles já dominaram o país por 500 anos e não querem perder o poder", argumenta Kayo.
Já a vizinha rádio Tropical, com viés autonomista, acabou apedrejada e fora do ar. Ambos os lados se acusam da depredação. "A ditadura já chegou ao limite. Não deixa a gente trabalhar. Assim vou ter que contratar um guarda-costas para mim", se queixa o locutor Fernando Monastério. "Foram os autonomistas que saquearam essa rádio só para nos acusar", se defende Quispe. No jogo informações de uma imprensa entrincheirada como a Bolívia, a verdade é a primeira vítima.
Recado de J. Eugenio Menezes: Creio que o evento abaixo é imperdível para os pesquisadores de rádio, meios sonoros, cultura do ouvir, áudio e temas afins. Local: www.culturajudaica.org.br
RÁDIO ZAMANEH: UMA RÁDIO PARA BLOGUEIROS. NO GLOBAL VOICES. TRADUZIDO POR DÉBORA MEDEIROS
A Rádio Zamaneh (رادیوزمانه) é uma rádio de língua persa localizada em Amsterdam. “Zamaneh” é o termo literário para “tempo” em persa. A Rádio Zamaneh (RZ) é uma emissora independente, registrada como uma organização não-lucrativa nos Países Baixos, com um estúdio em Amsterdam. A coordenação da rádio cabe à ONG holandesa Press Now. Foi lançada há cerca de 2 anos e se auto-denomina uma “rádio para blogueiros”. Kamran Ashtary blogueiro, fotógrafo e diretor de Comunicação e Desenvolvimento da Zamaneh, compartilha os desafios, esperanças e conquistas da rádio e fala sobre a mídia cidadã iraniana.
A RZ se auto-denominou uma rádio para blogueiros. Por que vocês escolheram esse slogan? Qual a influência dos blogueiros sobre a RZ?No Irã, muitos jornalistas se voltaram para os blogs para se comunicar, já que muitos jornais são perseguidos e fechados continuamente. A maioria dos colaboradores da Rádio Zamaneh eram e ainda são blogueiros. Nosso diretor, Mehdi Jami, começou a blogar muitos anos antes de entrar para a Rádio Zamaneh.Como a Rádio Zamaneh tem baseado sua política de mídia no Jornalismo Cidadão, é natural que procuremos os blogueiros. Desde agosto de 2006, quando a Rádio Zamaneh começou, nós temos promovido blogueiros ativamente em nosso site e em nossos programas. Muitos estavam envolvidos no desenvolvimento da RZ. A Rádio Zamaneh está conectada de muitas formas aos blogs e blogueiros. É só dar uma olhada no nosso extenso rol de blogs. A Rádio Zamaneh mira na comunicação em dupla-mão. Isso é algo que os blogs são conhecidos por fazer. É por esse motivo que nosso site trabalha como um conjunto de blogs. Cada colaborador regular tem uma página/blog própria e os leitores podem comentar em todas as páginas.
Existem vários sites de notícias fora do Irã que cobrem blogs iranianos, como a versão em persa da Deutsche Welle (DW). Há alguma diferença entre a abordagem da RZ e a desses sites?Nós não cobrimos blogs simplesmente, nós somos blogueiros e o nosso estilo é blogueiro: amigável, informal, diferente, personalizado e diversificado. Blogar faz parte do nosso dia-a-dia. Nós falamos através de blogs e citamos blogs. Nós vemos os blogs como uma fonte de informação sobre o que as pessoas pensam da política e das questões sociais. Nós vemos a cultura jovem iraniana como uma cultura promovida pelos blogs e nós estamos trabalhando para tornar a informalidade dos blogs uma tendência no fazer midiático. A Rádio Zamaneh é derivada e inspirada no ato de blogar. Isso é bem diferente de simplesmente cobrir blogs através de outros canais midiáticos.
Como os blogueiros iranianos reagiram à RZ? Colaborando ou criticando?Uma busca no Technorati mostrará que existem mais de 30.000 links para os itens que publicamos no nosso site. Além disso, o Didish Reportfeito por Arash Kamangir, blogeiro iraniano baseado no Canadá, procura feeds de sites iranianos para links de outros sites e mostra de maneira consistente que nós estamos no topo da lista dos linkados. Isso mostra que muitos blogueiros estão interessados na RZ e estão se referindo a nós. Muitos deles trabalham conosco de formas diferentes e alguns são bem críticos também. Os blogueiros não estão ignorando o que nós publicamos.Nós acolhemos tanto colaborações quanto críticas. Na verdade, um dos nossos colaboradores acha que nós bem que precisamos de mais pessoas caçoando da gente.Nós incentivamos críticas à Rádio Zamaneh e até já patrocinamos uma competição que tinha como foco uma revisão do site. Essa competição nos ajudou a descobrir algumas pessoas que são nossas colegas atualmente. A Rádio Zamaneh tem um histórico sólido de publicar opiniões diferentes.
A RZ tem uma lista de blogueiros na sua primeira página. Alguns criticaram a RZ por somente listar blogs “politicamente corretos” e não os que são contra a República Islâmica. Como você responde a essas críticas?O Centro Berkman, na Universidade Harvard, relata que mais de 60.000 blogs no Irã são atualizados continuamente. Obviamente, nós não podemos linkar todos eles. A Rádio Zamaneh não promove blogueiros com base em seus pontos de vista políticos. Enquanto tentamos ser independentes, nós linkamos blogs com pontos de vista políticos fortes, incluindo aqueles que podem ser vistos como *a favor* ou *contra* o regime. Nós lemos muitos blogs e não limitamos nossa lista a um grupo seleto. Dito isso, a Rádio Zamaneh tenta não linkar para blogs com fortes filiações a grupos políticos ou extremistas.
Alguns sites de notícias temem dar mais voz à mídia cidadã por considerá-la uma fonte de informação pouco confiável. O que você acha disso?É difícil abrir mão do controle. Felizmente, a maioria de nós já blogou, então nós vemos os dois lados. O que nós normalmente pegamos dos blogs são pontos de vista, não notícias. Qualquer notícia vinda dos blogs precisa ser checada em outras fontes. Os blogs podem ser um ponto de partida para uma história, mas nós não confiamos neles como uma fonte. Ao mesmo tempo, tentamos realizar treinamentos e trabalhar com jornalistas cidadãos, de modo que eles possam proporcionar informação confiável. Na verdade, atualmente, nós estamos trabalhando em um treinamento especial em jornalismo cidadão que vai servir para a nossa rede e para usuários cadastrados.
Fora do Irã, muitos sites em persa que cobrem política, como o DW e o Gozarr, trazem seleções de blogs. Dentro do Irã, muito poucos sites de notícias têm uma seção do tipo. Por que essa diferença?Dentro do Irã, eles querem ter maior controle sobre o que as pessoas lêem. Eles simplesmente não têm o hábito de apresentar pontos de vista que não podem controlar. Para ser justo, as grandes fontes de notícias ocidentais também têm sido lentas em acolher os blogueiros. Não é normal, para uma organização jornalística, linkar para fontes de informação concorrentes.
Qual foi o valor mais importante agregado pela RZ à mídia iraniana? A RZ provou que é possível apresentar uma perspectiva independente do Irã e das notícias. Ela dá uma voz aos que não são ouvidos e destaca os grupos marginalizados no Irã: escritores, sunitas, mulheres, blogueiros, armêmios, zoroastristas e outras minorias étnicas e religiosas. A Rádio Zamaneh republica, destaca e linka para artigos escritos na web por críticos domésticos da política iraniana, os quais são ignorados pela mídia doméstica no Irã. Além disso, nós transmitimos uma programação que desafia os tabus da sociedade iraniana, como relacionamentos e sexo. Às vezes, o desafio é à leitura oficial da política e das notícias; às vezes, é às visões dogmáticas sustentadas por muitos dentro e fora do Irã.
Quais são os desafios mais importantes?Se nós queremos continuar no topo do jogo e segurar o nosso público, nós precisamos estar nos comunicando constantemente com eles. Você precisa ter um canal de comunicação aberto. Precisamos encorajar mais a participação do leitor e do ouvinte. Precisamos manter nossos ouvidos abertos. Precisamos nos manter atualizados e ser nossos críticos mais duros e precisamos trabalhar duro para continuarmos sendo justos e independentes. Muita gente gostaria que assumíssemos um lado, seja contra ou a favor do governo no Irã, mas nós trabalhamos duro para continuarmos independentes apesar de nossas crenças pessoais.O outro grande desafio para nós é sobreviver e manter uma mídia sustentável. Nós acreditamos que, para termos uma sociedade sustentavel no Irã, precisamos de uma mídia democrática sustentável no e para o Irã.
Como a RZ lida com a filtragem?É um jogo de gato e rato. Nós temos que achar novos furos para nos escondermos continuamente. Nós mudamos o nome do nosso domínio 5 vezes! Nós mandamos nossa newsletter todos os dias para pessoas que querem ler a RZ e não têm acesso direto. Mas nós não podemos dizer que desviamos da filtragem. Muitas páginas são bloqueadas. A despeito disso, mais de 60% dos nossos leitores é do Irã.Às vezes, publicamos um texto vindo de blogueiros locais ou das províncias. Existem diferenças gritantes entre o que escrevem os blogueiros de Teerã e os das províncias?De muitas formas, aqueles que vivem fora da capital se sentem isolados ou ignorados. Para muitos, o Irã significa Teerã. Teerã é muito importante, mas nós não ignoramos cidades no Curdistão, em Khorasan, no Azarbaijão, em Khuzistan, em Fars e no resto do país. Nós tentamos ver todos e dar voz a eles e confiar e apoiar.Nós temos um programa criado para encontrar bons blogs das províncias e promovê-los, citando-os e falando sobre eles. Nós sempre acolhemos contribuições das áreas provincianas, mesmo que não possamos passar tanto tempo cobrindo-as quanto passamos cobrindo as cidades maiores. (por Hamid Tehrani)
Magaly Prado, radiomaker e jornalista, é doutoranda em Comunicação e Semiótica, na PUC/SP. É mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, na PUC/SP, com a dissertação: “Audiocast nooradio – redes colaborativas de conhecimento”. Na Faculdade Cásper Líbero, onde fez pós-graduação em Comunicação Jornalística, é professora de Produção de Rádio, no curso de Rádio e TV, e desenvolveu a pesquisa: “Rádios autônomas na Internet – um formato líquido”, no CIP. Também dá aulas de Jornalismo Especializado (jornalismo) e Linguagem e Redação para TV(rádio e TV), na Uniban, onde também ministra as aulas na pós-graduação de Jornalismo Cultural. Publicou "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier. Estreou em 2008, o site: www.nooradio.com.br. Leia mais Cursos de Rádio Palestras sobre RádioFale Conosco Responda
quatro perguntas
sobre rádio
na web, por favorEventos do mês
Ouça entrevista com a Magaly