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MUNDO CANIBAL ESTRÉIA QUADROS DE HUMOR NA RÁDIO 89 DE SÃO PAULO

 

 

Onda de humor nas rádios jovens. Êba! Eu adoro dar umas boas risadas. Vamos ver se são engraçados mesmo.... Quero opiniões de vocês leitores-ouvintes!

MUNDO CANIBAL,
que começou na internet e ficou conhecido pelo público com a animação AVAIANA DE PAU, é o mais novo contratado para a divulgação de seus quadros de humor na grade da 89FM de São Paulo. O contrato foi assinado nessa semana, e os quadros que estréiam agora em agosto prometem divertir os ouvintes com as histórias “politicamente incorretas” e hilariantes dos personagens do site, consagrados pelo público, como: Donizildo, Boby Psicótico, Donizete, entre outros. Vale lembrar que os quadros começaram a ser transmitidos primeiro na 89FM de Campinas, com grande sucesso entre os ouvintes. Entre eles, um dos maiores sucessos é a série 24 segundos (contada em 24 capítulos), em que o protagonista Jack Mauro enfrenta vários obstáculos para proteger os Estados Unidos do Brasil e seu presidente Lula Lelé. O MUNDO CANIBAL é considerado o maior portal brasileiro de animações, com mais de 13 milhões de downloads de apenas uma de suas animações e mais de 2 milhões de visitantes/mês, tendo recebido prêmios importantes como o de “Melhor Site de Quadrinhos do País”, com o troféu HQ Mix.

 

O site faz parte do núcleo de produção FÁBRICA DE QUADRINHOS, núcleo de artes que produz animações e ilustrações para o mercado publicitário e editorial. Para conhecer um pouco melhor o Mundo Canibal, está à venda o DVD “Ahhh... Muleeeque !!!” – Vol 1, lançado em maio, nas lojas Cultura e na Comix Book Shop, ou ainda, através dos sites: www.mundocanibal.com.br e www.fabricadequadrinhos.com.br (por Márcia Stival, assessora de Imprensa)

 

 

Novo game interativo da 89FM: Desafio Humano

 

No Desafio Humano, o participante é miniaturizado para fazer uma viagem pelo corpo humano e testar seus conhecimentos gerais.

 

Na primeira fase “Cérebro” a pergunta é feita, mas o ouvinte só poderá respondê-la no final das outras fases. A idéia é que o ouvinte tenha perspicácia de raciocinar nas perguntas seguintes e, ao mesmo tempo, se preparar para essa última pergunta decisiva.

Ouvidos: é feita uma pergunta referente ao mundo musical e artístico.

Olhos: é passada ao ouvinte uma palavra-chave. Essa palavra remetera à resposta correta.  Em seguida é feita uma pergunta sem alternativa de resposta.

Coração: Uma pergunta com alternativa de respostas.

Cérebro: A pergunta feita no início do quadro está de volta. O ouvinte teve tempo para pensar e respondê-la corretamente.

A cada semana o ouvinte que fizer mais pontos é o vencedor de uma viagem pelo Brasil. O Desafio Humano será exibido de segunda a sexta, em três edições diárias. (com informações da assessoria de imprensa da 89FM)



Escrito por Magaly Prado às 23h01
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MIX FM LANÇA NOVO QUADRO DE HUMOR

Artistas da música, televisão e esportes vão “travar a língua” na programação da emissora a partir de 3 de setembro

 

 

A Mix FM resgatou os trava-línguas, que todo mundo já viu alguma vez nos livros escolares, para criar um novo quadro de humor. Trava-línguas são frases lúdicas de difícil pronúncia por possuirem sílabas parecidas. Ditas rapidamente essas frases tornam-se muito engraçadas.

 

Os ouvintes da rádio vão se divertir com seu artista preferido travando a língua na Mix. Os produtores da emissora conseguiram “pegar”: Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Badauí (CPM22), Samuel Rosa (Skank), Nando Reis, Marjorie Estiano, Leilah Moreno, Negra Li, Denise Fraga, Gustavo Borges, e muitos outros.

 

Segundo Marcos Vicca, diretor artístico da Mix FM, humor é fundamental em emissoras de rádio cujo público-alvo é jovem. “Brincadeiras e pegadinhas são complicadas em rádio pela limitação imposta pelo veículo. Além de não haver imagem, muitas vezes o ouvinte está em trânsito ou disperso. Assim, trabalhamos muito em cima do áudio para que o novo quadro ficasse engraçado e cativante. As brincadeiras de “trava-línguas” são engraçadas justamente porque as pessoas se enrolam com as frases e quando ‘travam’ se expressam de forma inesperada”, explica Vicca.

 

O quadro Trava-Línguas da Mix estréia na programação dia 3 de setembro e irá ao ar em seis edições diárias de aproximadamente um minuto e meio. De segunda a sexta-feira, a emissora coloca no ar um artista por dia. Os ouvintes terão uma segunda chance para conferir os artistas que perderem: aos sábados e domingos a Mix põe no ar os quadros que foram veiculados durante a semana.

 

Inicialmente o Trava-Línguas da Mix irá ao ar somente na Mix São Paulo (106.3 FM).(por Landa Giarato)



Escrito por Magaly Prado às 22h54
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PITACO DA BIA É O NOVO QUADRO DO PROGRAMA DANDARAS

Bia tem uma voz linda. Dêem uma conferida. Resta saber se manda bem no tal pitaco. Veja recadinho dela:
 


"Pessoal, não deixem de conferir o quadro 'Pitaco da Bia' dentro do Programa Dandaras! Dicas culturais sobre cinema, literatura, música e muito mais em doses quinzenais! Tudo sempre falando de cultura afro, é claro! O pitaco dessa semana será sobre negritude e cinema, você não pode perder!
Programa Dandaras- Rádio Gazeta Am -890 kHz- domingo ao meio-dia (quinzenalmente)
http://geocities.yahoo.com.br/zinedandaras
orkut:Projeto Dandaras"


Escrito por Magaly Prado às 22h38
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RÁDIO SULAMÉRICA TRÂNSITO FAZ PROPAGANDA EM DIA DE CONGESTIONAMENTO POR CAUSA DO FUTEBOL

Prefiro quando a rádio aproveita para fazer campanha de conscientização do motorista. Que tal completar a frase com: não pare em fila dupla, saia dos arredores do estádio com muita calma nessa hora, não adianta querer chegar logo, tá tudo parado, relaxe! ou sei lá, uai! ....

"Trânsito em dia de jogo também é um clássico"

A MPM Propaganda lança hoje mais um anúncio de oportunidade para a Rádio SulAmérica Trânsito (FM 92,1 MHz - São Paulo/SP), motivada pelo clássico entre Palmeiras e São Paulo, que será realizado no Palestra Itália.

O anúncio estará nos cadernos de Esporte dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, informando o paulistano que a rádio terá uma cobertura espeical pelos arredores da região onde a partida acontecerá.

 

Trazendo uma bandeira de torcida com a logomarca da rádio, a peça tem como assinatura "Trânsito em dia de jogo também é um clássico". A criação é de José Arnaldo Suaid e Vitor Hildebrand, com direção de criação de Aaron Sutton e Jorge Iervolino.



Escrito por Magaly Prado às 15h46
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SCANDURRA NO PROGRAMA RÁDIO VMB, NA EX-BRASIL 2000, DE SÃO PAULO

Edgard Scandurra do site Roquenrou

EDGARD SCANDURRA É O CONVIDADO DE HOJE NA RÁDIO VMB

 

Penélope Nova receberá hoje no programa Rádio VMB, Edgard Scandurra e juntos irão comentar sobre a indicação de sua banda Ira! a categoria “Clipe do Ano”.

 

Penélope comanda o Rádio VMB, desde o dia 6 de agosto. O programa tem uma hora de duração, dedicada a tudo que você precisa saber sobre o VMB 2007, inclusive pra votar com convicção nas novas categorias da premiação.

 

Diariamente, as músicas dos artistas e bandas indicados, uma enquete pro ouvinte dizer o que pensa e as peculiaridades biográficas dos indicados no quadro "VMBio". Além da Penélope, o programa conta com um repórter ao vivo, que investiga os bastidores da produção do evento, e um convidado especial apto a conversar sobre música e Video Music Brasil. O Rádio VMB ainda dá convites pro ouvinte ir à premiação em 27/09; pra isso é só ele mandar o e-mail mais criativo que complete a "frase do dia".

Saiba tudo o que está relacionado ao VMB 2007, ao vivo em 39 programas, de segunda a sexta, das 18 às 19h, pela 107.3 FM.

 

O VMB 2007 acontecerá dia 27 de setembro, quinta-feira, no Credicard Hall, em São Paulo, às 22hs, e terá transmissão exclusiva pela emissora e pelo site www.mtv.com.br

(por Macida Joachim)

 



Escrito por Magaly Prado às 14h37
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QUANDO O BARALHO TEM CINCO REIS

"J'accuse. Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice" (Émile Zola)

Há muitos anos milito no movimento de democratização da comunicação. Já vi muita coisa escabrosa, mas poucas vezes me senti tão constrangido quanto na reunião realizada pelo ministro Hélio Costa, no dia 1° de agosto, para discutir a digitalização do rádio.

O tal "conselho" convocado pelo ministro não tem existência de fato. Não há um ato normativo que o tenha criado. Ninguém sabe quantas pessoas o integram, quais os critérios de composição e não há recursos para custear a ida dos participantes (cada um paga do seu bolso, aumentando a desigualdade entre radiodifusores e os movimentos
sociais). Tampouco houve uma convocatória pública.

Esta foi a segunda reunião, mas não havia uma ata da anterior, com o relato do que fora discutido. Também não havia uma pauta para esta reunião e, antes do ministro chegar, os presentes foram sugerindo assuntos a um assessor do ministério. Ao final da reunião, a proposta para a criação de grupos de trabalho simplesmente não foi encaminhada e
não foi marcada a data do próximo encontro.

Na sala de reuniões estavam mais de quarenta pessoas. Exceto pela presença da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC), da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO), do Coletivo Intervozes, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e da Associação das Rádios Públicas (ARPUB), todos os demais ou eram do governo ou empresários. Alguns em suas falas chegaram a reconhecer que não representavam ninguém, mas apenas a sua própria rádio, o seu próprio negócio. Por que os empresários tiveram o privilégio de comparecer em massa? Até um jornalista da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) acompanhou a reunião, enquanto o restante da imprensa esperava do lado de fora.

O ministro chegou, falou por um longo período, explicando o porque de sua preferência pelo IBOC (padrão norte-americano) e anunciou a decisão para três semanas.

Antes, contudo, o representante da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) já informara que existe uma consulta pública em andamento, que define os critérios para o processo de avaliação, e que, portanto, não há um relatório conclusivo sobre os testes que as emissoras comerciais vêm fazendo com o IBOC. Ora, se a consulta pública não
acabou e se não há uma avaliação dos testes, qual o critério que o ministério usará para
tomar a decisão?

Tive a oportunidade de questionar o ministro, dizendo que poderiam existir vários critérios diferentes para a escolha. Um deles seria a possibilidade de democratizar o espectro eletromagnético, abrindo-o para novas emissoras. E, neste caso, o IBOC era considerado (em um estudo realizado pela Benton Foundation) um "devorador de
banda". Isso significa que o espaço atualmente ocupado pelas emissoras irá dobrar e,
consequentemente, diminuirá a disponibilidade para novas rádios. Fui bruscamente interrompido pelo ministro (várias vezes!) e, quando ficou patente que eu não demonstrava vontade de me calar diante das interrupções, um assessor do ministério simplesmente se levantou e disse que eu devia encerrar minha fala.

Mas, o mais curioso foi que, para defender o IBOC diante do estudo da Benton Foundation, o ministro pediu socorro ao assessor da ABERT, Ronald Barbosa, que ficou, então, encarregado de "explicar" como funciona o IBOC. Neste gesto simples, mas tão sintomático, o ex-empregado da TV Globo e proprietário de uma rádio FM em Barbacena demonstrou que não sabe ainda separar a figura do ministro da figura do
radiodifusor. O ministério tem assessores e o ministro não pode, em uma reunião pública, se socorrer com as explicações do empresariado. Para citar uma frase
repetida à exaustão por membros deste governo, não foi "uma atitude republicana".

Menos republicano ainda foi descobrirmos que na reunião estavam presentes dois empregados da empresa norte-americana Ibiquity, dona do padrão norte-americano IBOC. Mas, que não havia nenhum representante de outros padrões tecnológicos.

Antes de me interromper, o ministro já havia feito o mesmo duas outras vezes. Primeiro, em relação à ABRAÇO. Depois, com o representante da Telavo (empresa que fabrica transmissores). A Telavo argumentava que não podia fazer transmissores IBOC porque a Ibiquity não cedera as especificações necessárias. Com isso a indústria nacional ficaria de mãos atadas. A resposta do ministro não podia ser mais esclarecedora: "se vira".

Indiretamente, a fala da Telavo revela uma outra preocupação. O padrão IBOC é proprietário da Ibiquity, que cobra uma licença anual para cada rádio que utiliza sua tecnologia. Hélio Costa afirma que essa taxa (paga pelas rádios nos Estados Unidos) não será cobrada no Brasil. Mas, não apresenta um único documento oficial para comprovar o que diz. O exemplo da soja transgênica da Monsanto prova que esse tipo de licença pode ser abolida na implantação da tecnologia, para retornar, posteriormente,
quando todos já a estiveram utilizando. É a máxima que afirma que "a primeira dose é de graça".

Ao longo da reunião, vários empresários se sucederam para dizer que o ministro tem a "responsabilidade" de escolher o IBOC, que o rádio não sobreviverá no Brasil se esta não for a decisão do governo e que os testes já ocorriam há muito tempo e que o país não poderia esperar mais. Os mesmos empresários que pediam pressa ao ministro
não comentavam, contudo, que o Brasil espera há 45 anos por uma nova lei para as
comunicações, que aguardamos há 19 anos a regulamentação do capítulo da
comunicação da Constituição Federal e que, mais recentemente, o Ministério da Justiça reabriu o debate sobre a classificação indicativa da programação, a pedido dos próprios empresários, mesmo depois de ter concluído um debate de três anos. O sentido de
urgência em um caso simplesmente não vale para todos os outros casos.

Para se justificar diante de tantos absurdos, o ministro afirmou que o processo de escolha seguirá os mesmos trâmites da TV digital. O que é, obviamente, um novo absurdo. No caso do rádio digital não há um decreto criando um "sistema brasileiro", não foram feitas pesquisas e não há um conselho consultivo. Perguntei ao ministro se, nesse caso, podíamos cobrar que o ministério produziria estudos sobre a política industrial, a legislação em outros países e os modelos de negócios (todos produzidos
para a TV digital). Visivelmente constrangido diante da cobrança, o ministro afirmou não ter recursos para fazer tais estudos.

Segundo o ministro, trata-se, apenas, de uma atualização tecnológica e que quem faz política para as comunicações é o Congresso Nacional. Hélio Costa parece ter se esquecido que seu colega de profissão, Franklin Martins, está justamente formulando uma política (que deverá seguir na forma de medida provisória) sobre a criação de uma TV pública. Até onde sabemos, Martins não é um parlamentar, mas integrante do mesmo poder Executivo que abriga o ministro Hélio Costa.

Sei que sobraram poucos companheiros de jornada no governo Lula. Daqueles que ajudaram a eleger este governo e, ao mesmo tempo, a construir um movimento pela democratização da comunicação. Aqueles que estiveram na equipe de transição e que, antes, fizeram o programa de governo para a área. Os que por lá estão devem ter
seus motivos. Avaliam que ainda é possível fazer algo de importante pelo país ou precisam pagar o aluguel no final do mês. De uma forma ou de outra, se continuam
acreditando nos ideais pelos quais tanto lutaram, devem ter ficado no mínimo constrangidos ao perceber que desde ACM o Brasil não tinha um ministro tão despudoradamente dedicado à causa do oligopólio privado das comunicações.

Eu, pelo menos, fiquei envergonhado com o que vi naquela sala em Brasília.
(por Gustavo Gindre)



Escrito por Magaly Prado às 10h52
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RÁDIO CANADÁ INTERNACIONAL LANÇA

J'adopte un Pays é uma série inédita da Radio Canada Internacional, que estréia este mês no site www.rcinet.ca.


Dirigida pelo jornalista Hector Vilar, o seriado terá episódios semanais de oito minutos, distribuídos pela Internet até dezembro.  Falada em português e francês, essa novela/documentário retrata a chegada e o processo de adapatação de um casal de imigrantes brasileiros ao Canadá.

Uma versão áudio dos episódios também será apresentada semanalmente no programa Canadá Direto, de Hector Vilar, que vai ao ar às sextas-feiras e é distribuído por ondas curtas, via satélite e pela Internet.

Você vai acompanhar a trajetória de Patrick e Valéria, dois paulistanos que, como muitos outros brasileiros, imigraram para o Canadá em busca de uma melhor qualidade de vida e maiores oportunidades.
(por Hector Vilar Annonceur - réalisateur / Announcer - producer. Section brésilienne / Brazilian Section. Radio-Canada International / rcinet.ca)



Escrito por Magaly Prado às 13h59
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DIGITALIZAÇÃO DO RÁDIO PODERÁ ELIMINAR PEQUENAS E MÉDIAS EMISSORAS

Tal como está sendo conduzida, a digitalização do rádio no Brasil aumentará a concentração dos meios de comunicação e o poder das  grandes redes. Essa constatação tornou-se evidente na recente reunião Comissão de Ciência,Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado. Especialistas afirmam que uma decisão tecnológica de porte, como é a escolha do sistema de radiodifusão digital brasileiro, se for tomada às pressas, pode decretar o fim do rádio como um veículo democrático e plural, acessível dos lugares mais remotos e pelas diferentes classes sociais no país.

Em audiência no Senado Federal – “Implantação do Rádio Digital no Brasil” – no último dia 15, organizada pela CCT, parlamentares demonstraram surpresa e preocupação com o assunto. Eles começaram a perceber que a digitalização do rádio envolve mais questões do que a escolha de uma tecnologia, em função das decorrências econômicas e sociais. A adoção da nova tecnologia, tal como vem sendo encaminhada, praticamente excluirá as pequenas e médias emissoras, aumentando a concentração dos meios de comunicação e poder das grandes redes.

O jornalista José Carlos Torves, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) na audiência, da qual foi um dos debatedores, referiu-se a recentes declarações que a Ibiquity, empresa proprietária do sistema In Band on Channel (IBOC) . O IBOC poderá ser a tecnologia escolhida para o Brasil, se o governo se curvar às pressões e pressa dos radiodifusores – que contam com o aval do ministro das Comunicações, Hélio Costa. A Ibiquity confirmou ao Federal Communicatoins Committion (FCC) – o organismo regulador dos meios de comunicação nos EUA – que o IBOC não tem capacidade tecnológica para atender às rádios abaixo de 25KW. Como estas emissoras são a maioria no Brasil, uma decisão por este padrão deixaria milhares de rádios fora do espectro. “O governo não sabia disso até poucos dias. Mesmo assim, se mostra apressado em tomar a decisão, sem um mínimo de segurança, pressionado pelos radiodifusores que se dizem ficando para trás na corrida digital”, diz Torves.

O Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ressaltou na audiência a importância do debate. “Avanço tecnológico faz com que tenhamos que discutir no Congresso e com a sociedade, no sentido de prepará-la para esta onda tecnológica que já chegou e que talvez nós não tenhamos tido o cuidado de acompanhar”.

Rádio corre o risco de sumir

Torves ressalta ainda que o rádio, hoje, apesar de ser o veículo de comunicação mais popular do país, já trabalha com uma margem muito pequena – quatro por cento – do bolo publicitário. “O rádio está definhando em termos de verba publicitária”, afirma Torves, acrescentando que a escolha do padrão americano Iboc tornará ainda mais inviável o futuro deste meio de comunicação. A maioria das rádios brasileiras, na opinião de Torves, não poderá encarar o custo para a transição (entre 80 mil e 120 mil dólares, além dos royalties). “O sistema de rádio no Brasil corre o risco de sumir”, assinala. Além do custo do receptor (o rádio), que terá um preço mínimo em torno de R$ 300,00.

O Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, outro debatedor na audiência, acredita que o preço dos receptores cairá após a implantação da rádio digital, mas que é preciso regulamentar o setor neste momento de convergência. “Para sair do mundo analógico para o mundo digital, temos que ter um carinho muito grande com o rádio. Precisa de um marco regulatório para este mundo de convergência, onde um invade o espaço do outro”, apontou.

Sérgio Souza Dias, presidente do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada do Rio Grande do Sul (Ceitec), expôs os estudos em desenvolvimento pela Ceitec e mostrou-se preocupado com o fato de que a Ibiquity ainda não liberou os futuros usários dos royalties, conforme foi anunciado pelo Ministério das Comunicações.

O sistema IBOC é um “devorador de faixa eletromagnética”, ressalta Torves, explicando que essa tecnologia não vai possibilitar a entrada de novas emissoras e reduzirá o número de rádios analógicas existentes. Permanecerão as pertencentes aos grandes grupos de comunicação. “Assim, ao contrário do que se esperava, a digitalização, nestes termos, não levará a uma maior democratização da comunicação, mas provocar uma concentração ainda maior”, conclui o jornalista.

A CCT solicitará audiência com o ministro Hélio Costa para tratar do assunto. (por Ana Rita Marini) Fonte: FNDC 18/08/2007



Escrito por Magaly Prado às 13h57
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Magaly Prado é jornalista, radiomaker, professora universitária e escritora. Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e bolsista da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior. É Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP, pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero, onde cursou Jornalismo e na qual ministra aulas de Produção de Rádio e Radiojornalismo II e pesquisa Publicidade no Rádio, no CIP –Centro Interdisciplinar de Pesquisa. Ministra também aulas de Linguagem Aplicada ao Audiovisual, Jornalismo On-line e Livro-Reportagem na FMU –Faculdades Metropolitanas Unidas– e Introdução ao Jornalismo na ESPM –Escola Superior de Propaganda e Marketing. É professora convidada do MBA de Rádio e TV da Universidade de Tuiuti do Paraná (UTP), no qual ministra Roteiro Avançado de Rádio. Publicou os livros "Produção de Rádio - Um Manual Prático" pela editora Campus/Elsevier, em 2006, e “Webjornalismo” pela LTC/ GEN, em 2010, quando criou uma página com informações aumentadas em .
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